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06/04/2010 - 17h19

Governador opositor denuncia Morales à OEA por perseguição

La Paz, 6 abr (EFE).- O governador interino do departamento boliviano de Santa Cruz, Roly Aguilera, denunciou hoje o Governo de Evo Morales a uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) por perseguir membros da oposição antes, durante e depois das eleições do domingo passado.

Aguilera e seus assessores foram a La Paz para se encontrar com o fiscal que investiga o caso de um comando terrorista que as autoridades disseram ter desarticulado em 2009 e, depois, com delegados da missão de observadores eleitorais da OEA, que está na Bolívia.

Depois de se reunir com o chefe da missão da OEA, o ex-presidente do Panamá Arístides Royo, Aguilera declarou aos jornalistas que acusou o Governo de promover detenções e violar os direitos humanos e o devido processo contra vários acusados antes, durante e depois as eleições de governadores e prefeitos realizadas no domingo.

"Vemos que cada vez que há conjuntura política, cada vez que há disputas eleitorais são intensificados as detenções, as ameaças, os amedrontamentos contra cidadãos", disse Aguilera.

Um dos detidos é Gary Prado Arauz, filho do general aposentado Gary Prado Salmón, o militar que, em 1967, dirigiu um pelotão que capturou o guerrilheiro Ernesto Che Guevara no sudeste da Bolívia.

Prado Arauz foi candidato por um partido conservador e opositor à Prefeitura de Santa Cruz, mas obteve somente 2% dos votos.

Aguilera também deve fazer a mesma denúncia às Nações Unidas (ONU), cujo Comissário de Direitos Humanos em La Paz pediu há poucos dias uma "investigação com imparcialidade" do caso do suposto grupo terrorista.

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