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07/04/2010 - 15h59

Ban pede diálogo e calma após distúrbios no Quirguistão

Nações Unidas, 7 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu hoje diálogo e calma após a morte de dezenas de pessoas nos graves distúrbios entre policiais e opositores na capital do Quirguistão, Bishkek.

Ban "apela com urgência ao diálogo e à calma para evitar um maior derramamento de sangue", disse a porta-voz das Nações Unidas, Marie Okabe.

"O secretário-geral está comovido com as informações que falam de mortos e feridos hoje no Quirguistão", acrescentou.

Ban viajou hoje para a Áustria depois de passar pelo Cazaquistão após uma visita de quase uma semana às cinco ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, entre elas o Quirguistão.

No sábado, Ban se reuniu com o presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, e ressaltou em discurso no Parlamento do país a importância dos direitos humanos no desenvolvimento econômico, segundo a ONU.

A oposição anunciou hoje ter assumido o poder no Quirguistão após a fuga de Bakiev, que teria abandonado Bishkek.

"O poder da República é controlado pela oposição. O presidente está não se sabe onde", assinalou Rosa Otunbayeva, ex-chanceler e agora chefe do Governo de união nacional formado pela oposição, à agência de notícias russa "Interfax".

Fontes da Presidência quirguiz informaram antes à agência oficial russa "RIA Novosti" que Bakiev, no poder desde 2005, não tinha cedido o poder, nem abandonado o país.

A oposição calcula que 100 pessoas morreram nos distúrbios antigovernamentais ocorridos na capital, em sua maioria nas imediações da sede do Governo, cujos edifícios os manifestantes tentaram assaltar.

Segundo o Ministério da Saúde, 40 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas nos distúrbios ocorridos hoje em Bishkek e no resto do país.

Por enquanto, os manifestantes ocuparam e saquearam a sede do Parlamento do Quirguistão e incendiaram o edifício da Procuradoria Geral, e tentam entrar em outros edifícios oficiais.

Outras fontes informam que centenas de pessoas teriam entrado sem oposição da Polícia na residência da família do presidente, que teria sido saqueada e incendiada.

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