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07/04/2010 - 20h06

Número de mortos no Rio de Janeiro sobe para 133

Rio de Janeiro, 7 abr (EFE).- O número de mortos devido aos deslizamentos de terra causados pelas chuvas no estado do Rio de Janeiro subiu hoje para 133, segundo as autoridades, que ainda buscam outros 53 desaparecidos.

A cidade de Niterói foi a mais afetada pelo temporal de segunda-feira e terça-feira, com pelo menos 67 mortos e cerca de dois mil desabrigados, segundo o último balanço divulgado pela Defesa Civil do Rio de Janeiro.

O prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira declarou estado de calamidade pública e luto oficial de uma semana.

Foram contabilizadas 46 mortes no Rio, outras 14 em São Gonçalo e três em Nilópolis, duas cidades localizadas na região metropolitana. As outras três mortes foram registradas nos municípios de Paulo de Frontin, Magé e Petrópolis, localizadas.

Os bombeiros ainda buscam 53 desaparecidos que estariam sob os escombros em que se transformaram as casas sepultadas pelos deslizamentos de terra. A maioria deles aconteceu nas favelas de Niteróis e do Rio, construídas nas encostas dos morros.

A maioria das vítimas são, precisamente habitantes de bairros pobres construídas em áreas montanhosas consideradas de risco.

A Defesa Civil do Rio de Janeiro informou que desde a tarde da segunda-feira atendeu 806 ligações de emergência para avisar do desmoronamento de casas, deslizamentos de terra e queda de muros.

O balanço oficial no Rio de Janeiro também registra 135 pessoas que sofreram ferimentos e foram transferidas para hospitais públicos, 180 casas interditadas por estarem em áreas de risco e 2.134 desabrigados.

Na manhã de hoje a chuva finalmente parou e o sol apareceu em alguns pontos da região metropolitana, mas o prefeito da cidade, Eduardo Paes, alertou que ainda há risco de novos desabamentos em áreas de risco.

Os meteorologistas prevêem que as chuvas devem prosseguir até quinta-feira, embora com intensidade menor.

Apesar de algumas ruas da cidade ainda estarem inundadas e outras bloqueadas, a cidade começou a voltar ao normal nesta quarta-feira e o transporte público voltou a funcionar.

Os comércios e os escritórios voltaram a funcionar, mas as escolas permaneceram fechadas por ordem da Prefeitura e do governo.

Os temporais de segunda-feira e terça-feira foram considerados os piores sofridos pelo Rio de Janeiro em 40 anos e os meteorologistas disseram que o volume de água que caiu em 12 horas é mais do que o dobro do esperado para todo o mês de abril.

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