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07/04/2010 - 17h11

Obama considera "seriamente" novo plano de paz no Oriente Médio, diz jornal

Washington, 7 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "considera seriamente" propor um novo e amplo plano de paz para resolver o conflito entre israelenses e palestinos no Oriente Médio, segundo o jornal "The Washington Post", que cita dois membros do alto escalão do Governo americano.

"Todo mundo conhece as pautas básicas de um acordo de paz", disse uma das fontes ao jornal em referência ao acordo quase alcançado em Camp David (EUA) no ano 2000.

Segundo o funcionário, se vier a ser lançado, o plano de Obama refletiria o progresso alcançado no passado em assuntos como as fronteiras, o direito de retorno dos refugiados palestinos e o status da cidade de Jerusalém.

O outro membro do Governo americano entrevistado pelo "Washington Post" afirmou que 90% da proposta seria igual ao conversado em negociações anteriores.

A novidade no plano de Obama seria a vinculação do conflito entre Israel e palestinos com assuntos de segurança mais amplos na região, como a situação no Irã.

"Queremos afastar o debate dos assentamentos no leste de Jerusalém e levá-lo a um nível que possa envolver Jordânia, Síria e outros países da região", explicou a segunda fonte.

Na opinião de um dos altos funcionários, o enfoque gradual não funcionou.

"Não se trata de escolher entre o Irã ou o processo de paz no Oriente Médio. É preciso fazer as duas coisas", afirmou.

O "Washington Post" destacou que o interesse da Casa Branca em propor um plano de paz aumentou nos últimos meses e se "acelerou" após a visita a Israel do vice-presidente americano, Joseph Biden, em março.

Durante a visita de Biden, o Governo israelense anunciou a construção de 1.600 casas no leste de Jerusalém.

Tanto Biden como o presidente da Autoridade Nacional Palestino (ANP), Mahmoud Abbas, condenaram então a decisão e afirmaram que essas medidas prejudicavam as conversas indiretas de paz sob a mediação dos EUA.

Biden pediu a Israel para que evitasse "atos que possam exaltar os ânimos" e, assegurando que "não há alternativa para a solução de dois Estados", reiterou a Abbas a determinação dos EUA de estabelecer "um Estado palestino viável".

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