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08/04/2010 - 16h09

Casa Branca pede calma na crise no Quirguistão

Praga, 8 abr (EFE).- A Casa Branca fez hoje um pedido de calma na crise no Quirguistão, onde a oposição formou um novo Governo depois que o presidente Kurbanbey Bakíev fugiu da capital do país, Biskek.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse em Praga - onde o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou hoje o novo tratado de desarmamento nuclear -, que o líder "seguiu muito de perto a situação no Quirguistão e continua vigiando os eventos com sua equipe de Segurança Nacional".

"Pedimos a volta da calma a Biskek e a outras áreas afetadas de maneira consistente com os princípios democráticos e com o respeito aos direitos humanos", afirmou Gibbs.

O Governo americano, acrescentou, é contra "o uso de força mortal por parte de membros dos serviços de segurança contra os manifestantes e por parte de alguns manifestantes".

Obama e o presidente russo, Dmitri Medvedev, falaram sobre a situação no país centro-asiático durante uma reunião de mais de uma hora e meia hoje em Praga, antes da assinatura do novo tratado Start sobre desarmamento nuclear.

Segundo o diretor para a Rússia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Michael McFaul, a conversa sobre o Quirguistão aconteceu a pedido de Medvedev.

O alto funcionário não quis se comprometer acerca do reconhecimento do Governo formado pelo líder da oposição Rosa Otumbáyeva após a fuga de Biskek do presidente Kurmanbek Bakíev.

"Agora estamos concentramos na manutenção da paz", disse McFaul, que ressaltou que "nestes momentos não está claro quem está no comando do país".

"Qs pessoas que supostamente estão no comando do Quirguistão são gente com a qual tivemos contato durante anos. Claro, não é um golpe antiamericano. Temos certeza disso", afirmou.

"Também não é um golpe que tenha sido promovido pelos russos, não há nenhum indício disso", assinalou o funcionário americano.

Em Biskek, o Governo provisório criado pela oposição assumiu hoje o controle político e militar do Quirguistão, enquanto Bakíev, foragido por causa das sangrentas manifestações dos últimos dias, não renunciou ao poder.

Segundo o Ministério da Saúde quirguiz, pelo menos 75 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas durante choques entre a Polícia e a oposição ontem na capital e em outras cidades.

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