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08/04/2010 - 16h25

EUA e Rússia aproximam posições sobre sanções contra o Irã

Praga, 8 abr (EFE).- Após a reunião de hoje em Praga entre os presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev para a assinatura do novo tratado de desarmamento Start os Estados Unidos e a Rússia aproximaram suas posições sobre possíveis sanções contra o programa nuclear do Irã.

O diretor para a Rússia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Mike McFaul, disse que boa parte da conversa entre os dois presidentes se centrou no programa nuclear iraniano e em analisar qual deve ser o conteúdo das possíveis sanções a serem propostas no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Nos encontramos no coração do debate sobre o que deve conter a resolução", indicou McFaul, que acrescentou que os dois líderes mantiveram "uma conversa específica sobre a gama de categorias a incluir nas sanções, o que estas devem conter ou não".

O vice-ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Riabkov, disse à imprensa que a Rússia não aceitaria um embargo sobre os envios de petróleo refinado ao Irã porque isso causaria "uma grave comoção para toda a sociedade e para a população".

McFaul confirmou que Obama e Medvedev falaram sobre a possibilidade de impor sanções na área da energia e assegurou que isso "não foi descartado".

Os dois líderes ameaçaram hoje o Irã com sanções "firmes e duras", que segundo o presidente americano poderiam ser adotadas ainda esse outono.

O presidente russo se mostrou propício à imposição de sanções "inteligentes" contra a proliferação nuclear na República Islâmica e que induzam Teerã a um "comportamento apropriado".

Medvedev afirmou que é "lamentável" que o Irã não tenha contestado de maneira positiva às muitas propostas construtivas que a comunidade internacional ofereceu para que o país renuncie a seu atual programa nuclear e que lhe permitiriam contar com energia atômica para fins pacíficos.

Em suas declarações, Obama prometeu que se verão negociações "mais intensas" nas próximas semanas na sede da ONU sobre as possíveis sanções.

Os EUA, o Reino Unido e a França apóiam a imposição dessas sanções contra Teerã, enquanto os dois membros permanentes restantes do Conselho de Segurança da ONU Rússia e China se mostram reticentes.

Obama também deve abordar o assunto na próxima semana na reunião bilateral que manterá com o presidente da China, Hu Jintao, que visitará Washington para participar da cúpula sobre segurança nuclear que será realizada na segunda e terça-feira, e deve contar com a participação de 47 países.

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