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09/04/2010 - 09h05

Após 12 meses de luta contra gripe A, América reforça medidas de controle

Bogotá, 9 abr (EFE).- Um ano depois do primeiro surto de gripe A, o continente americano, onde a pandemia teve início e que foi a região mais afetada pela doença, intensifica as medidas de prevenção, com as quais espera não só resistir aos efeitos do vírus, mas evitar uma possível segunda onda nos próximos meses.

De acordo com o último relatório regional da Organização Pan-americana da Saúde (OPS), desde a divulgação do primeiro caso até 26 de março de 2010, no continente americano houve 8.175 confirmações de pessoas que morreram por causa do vírus H1N1.

No entanto, a soma dos números anunciados pelas autoridades sanitárias de cada um dos 28 países incluídos no relatório da OPS dão um total de quase 19 mil mortes.

Dos 8.175 óbitos confirmados pela OPS, 83 foram registrados do dia 19 ao dia 26 de março de 2010, em Argentina (36), Peru (6), Estados Unidos (16) e México (25).

Na América do Norte, "a atividade da doença respiratória aguda continua estável", mas, segundo a OPS, nas Américas Central e do Sul foram constatadas tendências crescentes da doença nas últimas semanas.

A principal medida para conter a pandemia continua sendo a vacinação, processo que começou no final do ano passado, com a distribuição de 20 milhões de doses nos EUA e 14 milhões no México.

Segundo a OPS, 2.670 mortes foram registradas nos EUA, um índice que as autoridades do país elevam para cerca de 12 mil. Já no México, a organização situa em 1.136 o número de óbitos, enquanto que as autoridades nacionais apontam para 1.032.

Em março começou a campanha de vacinação no Brasil, que registrou 2.087 mortes, segundo a OPS. Na Argentina foram 626; no Equador, 124; na Bolívia, 59; em El Salvador, 33; em Honduras, 18; e no Chile, 155.

O Uruguai (20 mortes, segundo a OPS) comprou um milhão de vacinas, que já começaram a ser fornecidas gratuitamente.

Além disso, o Paraguai (47 óbitos) anunciou que este mês receberá 600 mil doses, que serão destinadas à imunização de grávidas, bebês, idosos, doentes crônicos e funcionários dos serviços de saúde.

No Peru (223 mortos), o primeiro caso registrado em 2010 foi o de uma jovem de 19 anos, que faleceu grávida de oito meses.

República Dominicana, com 23 casos mortais da doença; Guatemala, com 18; e Panamá, com 12 estão entre os países onde os efeitos da pandemia foram contidos.

Muitos países serão obrigados a vacinar apenas pessoas que fazem parte dos grupos de risco, devido aos altos custos da vacina.

Apesar de a OPS ter doado a vacina a países como Nicarágua (11 mortos) e El Salvador, outros tiveram pagar de US$ 1,5 milhão, como no caso da Costa Rica (56 mortos), por 199.300 doses, a US$ 25 milhões, como fez a Venezuela (133 mortos), por 5 milhões.

A Colômbia (219 mortos) gastou US$ 57 milhões em 2 milhões de doses e o Brasil, US$ 600 milhões de dólares, para obter 90 milhões de vacinas.

Outras nações da região, como a Argentina, foram além, e abriram uma licitação em fevereiro para produzir 9 milhões de doses durante o ano, com um custo mais de US$ 50 milhões.

Em Cuba (55 mortes, segundo a OPS), que iniciou na semana passada sua campanha de vacinação, o Ministério da Saúde está fornecendo ainda um complexo homeopático de produção nacional, que supostamente é "altamente efetivo em condições de alto risco epidêmico".

Além disso, a pandemia gerou 265 mil hospitalizações nos EUA.

O Equador teve que investir entre US$ 6 milhões e US$ 10 milhões entre remédios, criação de unidades de cuidados intermediários e intensivos, equipamentos hospitalares, aumento de funcionários e planos de comunicação, disse à Agência Efe a ministra da Saúde equatoriana, Caroline Chang.

O turismo foi um dos setores mais afetados, começando pelo próprio México, onde a queda da atividade econômica nos primeiros meses do surto foi de 37%, ou no Equador, onde as visitas às Ilhas Galápagos caíram 7% nos primeiros quatro meses de 2009.

O representante da OPS em El Salvador, José Ruales, disse à Efe que a expectativa para 2010 não é de "um surto de consequências maiores", mas que o vírus "comece a comportar-se como o da gripe comum, pois já é conhecido e há pessoas que adquiriram sistemas de defesa".

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