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09/04/2010 - 17h01

Frente Polisário critica "timidez" do último relatório da ONU sobre o Saara

Nações Unidas, 9 abr (EFE).- A Frente Polisário criticou hoje a "timidez" do relatório divulgado nesta semana pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

"O relatório se caracterizou pela timidez frente à prolongada ocupação ilegal do Saara Ocidental pelo Marrocos e sua mais que provada obstrução a negociações sérias e críveis", disse à Agência Efe o representante do Polisário perante o organismo mundial, Ahmed Bujari.

O dirigente saaráui lamentou em particular que o relatório enviado na quarta-feira passada ao Conselho de Segurança da ONU não inclua uma recomendação para criar um mecanismo de supervisão dos direitos humanos no território ocupado pelo Marrocos, cuja delegação diplomática em Nova York não quis fazer declarações a respeito.

"É uma prova da longa mão do Marrocos na redação e orientação do relatório. Com isso, a ONU perdeu uma nova oportunidade para assumir a sua responsabilidade, tanto na descolonização do Saara Ocidental como na defesa e proteção dos direitos humanos", acrescentou Bujari.

Além disso, considerou que os últimos eventos na ex-colônia espanhola demonstram a necessidade do organismo internacional supervisionar de perto a proteção dos direitos humanos.

Segundo o representante da Frente Polisário, Rabat utilizou nos últimos dias "hordas de colonos marroquinos" para agredir defensores dos direitos humanos no Saara.

"A ONU, por sua passividade, está encorajando a repetição dos massacres que ocorreram no Timor-Leste através das milícias indonésias", acrescentou.

Após receber o relatório do secretário-geral da ONU, o Conselho de Segurança deve se reunir no próximo dia 15 para debater a renovação do mandato da Missão para o Plebiscito do Saara Ocidental (Minurso), que vence no final deste mês.

No documento Ban recomenda a ampliação por um ano mais do mandato da missão de paz, que está no território desde 1991. Também pede "imaginação e criatividade" no estagnado processo de negociação que o Marrocos e o Polisário iniciaram em 2007 sob o auspício das Nações Unidas.

Além disso, expressa sua preocupação pela situação dos direitos humanos na zona e pede a realização de um censo nos campos de refugiados em Tinduf (Argélia), ao que se opõe o Governo de Argel.

O reino alauí sustenta que a única solução realista para o conflito é sua proposta de conceder a autonomia ao território que ocupa militarmente há 35 anos. Por sua vez, o Polisário insiste na realização de um plebiscito que inclua a independência entre as opções.

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