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09/04/2010 - 20h38

HRW pede a Egito que não deporte 2 refugiados do Sudão

Nova York, 9 abr (EFE).- A ONG Human Rights Watch (HRW) pediu hoje ao Egito que paralise o processo de deportação ao Sudão de dois refugiados de Darfur por receio de que eles sofram represálias pelas forças de segurança sudanesas.

A organização com sede em Nova York assegurou em comunicado que as autoridades egípcias se dispõem a deportar os ativistas de Darfur Mohamad Adam Abdallah e Ishaq Fadl Ahmad Dafa Allah, embora a ONU tenha concedido a eles o status de refugiados.

"Um refugiado é por definição alguém que tem receio fundado de que é objeto de perseguição. Por isso, enviar essas pessoas a um lugar onde suas vidas e liberdade estarão em perigo é ilegal e desumano", afirmou o diretor da HRW para o Oriente Médio e Norte da África, Joe Stork.

Segundo a HRW, as autoridades de segurança egípcias transferiram Abdallah a uma delegacia de Polícia em 4 de abril e fizeram o mesmo três dias depois com Dafa Allah, com a intenção de levá-los ao Sudão.

Ambos os ativistas tinham sido detidos em agosto de 2009 na Península do Sinai por supostamente tentarem atravessar a fronteira com Israel, acusação que ambos rejeitam, explicou a ONG.

Além disso, Stork ressaltou que o Governo sudanês utiliza as estritas leis de segurança do país para reprimir os ativistas de Darfur, detidos há meses sem acusações formais.

A HRW lembra que o Egito, como signatário da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados, não pode deportar refugiados reconhecidos pelas Nações Unidas a países onde possam ser perseguidos.

O conflito de Darfur começou em fevereiro de 2003 quando dois grupos insurgentes pegaram em armas contra o regime de Cartum em protesto contra a pobreza e a marginalização que sofriam os habitantes dessa região.

Desde o início do conflito, cerca de 300 mil pessoas morreram e outros 2,5 milhões de habitantes se viram obrigados a deixar seus lares, segundo cálculos da ONU.

A exigência da HRW ocorre no mesmo dia em que parte da oposição sudanesa acusou o Governo de querer utilizar as eleições presidenciais, previstas para os dias 11, 12 e 13 de abril, para proteger o líder Omar al-Bashir do Tribunal Penal Internacional (TPI), onde é acusado de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade.

Vários partidos da oposição, entre eles o Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS), que governa a região autônoma do sul do país, e Al Umma, a principal força política opositora, anunciaram que boicotarão total ou parcialmente o pleito, por considerarem que não há garantias para uma votação transparente.

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