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09/04/2010 - 09h24

Mortos pelas chuvas no Rio de Janeiro chegam a 182

Rio de Janeiro, 9 abr (EFE).- As equipes de resgate recuperaram mais dois corpos nesta madrugada elevando para 182 o número de mortos pelas chuvas que castigam o estado do Rio de Janeiro desde segunda-feira.

Cerca de 50 homens do corpo de bombeiros e da Polícia trabalharam a noite toda sob uma chuva fina com a ajuda de refletores e de 18 escavadeiras em busca dos desaparecidos.

As buscas prosseguem hoje entre os escombros em que se transformou uma favela Morro do Bumba em Niterói, cidade vizinha ao Rio, após ser sepultada por um desmoronamento na noite desta quarta-feira.

Já foram encontrados 17 corpos no morro e as equipes de resgate acreditam que dezenas de vítimas podem estar soterradas sob as toneladas de barro e lixo, já que o lugar foi durante anos um aterro de lixo.

Os bombeiros calculam que 200 pessoas podem estar soterradas no morro, embora o Governo peça cautela, já que acredita-se que muitos moradores abandonaram a zona antes do desmoronamento.

Em Niterói, a cidade mais castigada pelas chuvas, 107 pessoas perderam a vida, e a Prefeitura decretou estado de "calamidade pública".

No Rio de Janeiro, capital, 55 pessoas morreram desde segunda-feira; no município de São Gonçalo, outras 16 pessoas perderam a vida e os outros quatro mortos foram registrados em Petrópolis, Nilópolis, Paulo de Frontin e Magé.

Em toda a região, ao menos 18 mil pessoas se viram obrigadas a deixar suas casas devido ao risco de novos deslizamentos.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou hoje um decreto municipal que obriga o despejo de moradores em 158 bairros em áreas de risco, geralmente zonas de favelas construídas sem permissão nas encostas das montanhas.

Em entrevista à rádio CBN, Paes afirmou que se os moradores que resistirem à medida a Polícia terá permissão para "usar a força".

"Todos devem obedecer à Prefeitura e não voltar (para suas casas) até a liberação da área risco. Não vamos brincar com isso. As pessoas têm que entender que temos que proteger vidas", disse o prefeito.

Quase uma semana depois do começo do temporal, algumas ruas do Rio, principalmente nas colinas, continuam bloqueadas pelos desmoronamentos, embora a cidade esteja voltando a normalidade.

Hoje o dia amanheceu nublado e com uma chuva fina. A previsão indica uma alta probabilidade de novas chuvas que poderiam contribuir para piorar a situação, assim como um forte ressaca do mar.

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