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09/04/2010 - 13h47

Oposição sudanesa acusa regime de usar eleições para proteger al-Bashir

Cartum, 9 abr (EFE).- O Movimento Popular de Libertação do Sudão (MPLS) e o partido Al Umma acusaram hoje a formação governante de querer utilizar as eleições para proteger o presidente Omar al-Bashir do Tribunal Penal Internacional (TPI).

"São eleições para proteger al-Bashir do TPI, que não têm nada a ver com o processo democrático", disse Yasir Armam, em entrevista coletiva em Cartum, candidato à Presidência pelo MPLS antes de seu grupo decidir boicotar a votação.

O TPI, com sede em Haia, ordenou a detenção de al-Bashir, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade por seu papel na guerra de Darfur, que começou em fevereiro de 2003 e já causou 300 mil mortes.

O Al Umma também anunciou que não participará das eleições, assim como o Partido Comunista.

As acusações feitas hoje pela oposição foram lançadas no último dia de campanha. O presidente do partido Al Umma, Mubarak al Fadel, disse que as eleições "não são legítimas" e insistiu em que não reconhecerá seus resultados.

Al Fadel afirmou que a votação não conseguirá legitimar al-Bashir, no poder desde 1989, nem sua formação política, o Partido do Congresso Nacional.

Acrescentou que, depois da votação, o país enfrentará quatro importantes desafios: a perseguição de al-Bashir pelo TPI, o plebiscito sobre a independência no sul do país, a situação em Darfur e a crise que será gerada pela "ilegitimidade" das eleições.

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