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09/04/2010 - 12h27

Partidos encerram campanha eleitoral na Hungria e aguardam votação

Budapeste, 9 abr (EFE).- Termina hoje a campanha eleitoral para as eleições legislativas na Hungria e as últimas pesquisas prevêem uma vitória arrasadora do partido opositor Fidesz.

Amanhã o país deve viver um dia de reflexão frente o primeiro turno das eleições legislativas que serão realizadas no domingo após uma campanha eleitoral muito mais tranqüila que as realizadas em 2002 e 2006.

O líder do Fidesz, Viktor Orbán, qualificou as eleições como "históricas" em seu último discurso e afirmou que "as mudanças começarão na segunda-feira".

Segundo as pesquisas, o partido conta com o apoio de mais de 50% dos eleitores e algumas enquetes afirma inclusive que ele pode conseguir a maioria de dois terços no Parlamento unicameral de 386 cadeiras.

Os social-democratas (MSZP), que perderam popularidade com a crise econômica e os duros ajustes para sanear as contas públicas, tentaram mobilizar seus eleitores.

O candidato a primeiro-ministro, Attila Mesterházy, ressaltou que "o MSZP é o partido da modernização", apesar de admitir que o partido precisa se renovar depois das eleições.

No final da campanha eleitoral os dirigentes do extremista e racista Jobbik atacaram principalmente o Fidesz, de quem esperam tirar alguns votos.

Um quarto partido, que segundo as pesquisas poderia ultrapassar o 5%, mínimo para entrar no Parlamento, é o ecologista "A Política Pode Ser Diferente" (LMP), formado há 14 meses e que defende um país "onde os cidadãos controlem o poder e não o contrário".

Os verdadeiros perdedores do último ano foram os liberais da Aliança de Democratas Livres (SZDSZ) ex-parceiros do MSZP nas duas eleições anteriores, que praticamente desapareceram da política húngara.

O Fórum Democrático (MDF), que junto aos liberais foram os motores da transição política do comunismo à democracia, também podem ficar fora do Parlamento.

No domingo um pouco mais de 8 milhões de eleitores decidirão sobre a composição da Assembleia mediante um complicado sistema eleitoral, que combina o sistema de circunscrições nominais e o de listas.

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