UOL Notícias Notícias
 

10/04/2010 - 13h13

José Serra, a carta da oposição para sucessão de Lula

São Paulo, 10 abr (EFE).- O economista José Serra, um experiente político que ocupou praticamente todos os degraus da vida pública no Brasil, se prepara aos 68 anos para seu maior desafio, chegar à Presidência do Brasil representando a oposição.

Serra, favorito em todas as pesquisas sobre intenções de voto, foi proclamado hoje como candidato presidencial pelo PSDB, do qual foi um dos fundadores nos anos 80.

Também apoiam sua candidatura o PPS e Democratas (DEM), que junto com o PSDB formam uma das alianças opositoras.

Esta é a segunda vez que a aspiração presidencial toca a sua porta, pois em 2002 também foi candidato do PSDB, mas perdeu justamente para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Administrador eficiente, tresnoitado e com fama de antipático, o candidato nasceu em 19 de março de 1942 em uma família de origem italiana na Mooca, um bairro industrial de São Paulo, cidade onde começou sua trajetória política no início dos anos 60 como líder estudantil.

O golpe militar de 1964 o obrigou a interromper seus estudos de engenharia e exilar-se no Chile, onde estudou economia, dedicou-se à docência e trabalhou na Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Durante seus anos em Santiago conheceu a chilena Monica Allende, dançarina e psicóloga, com quem se casou e teve dois filhos.

Após o golpe militar que derrubou Salvador Allende teve de exilar-se novamente, desta vez nos Estados Unidos, onde fez mestrado e um doutorado em Ciências Econômicas na Universidade de Cornell e trabalhou como professor na Universidade de Princeton.

Voltou ao Brasil em 1978 para se dedicar totalmente à política quando o regime militar (1964-1985) ainda estava no poder.

Seu primeiro cargo eletivo veio em 1986, quando conquistou uma vaga de deputado federal pelo PMDB, em cuja fundação também participou e do qual depois saiu com outros líderes, como o hoje ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para criar o PSDB.

Foi reeleito deputado em 1990 e depois, em 1994, chegou ao Senado com a maior votação até então no país, mas em pouco tempo trocou o Legislativo pelo Executivo a convite de seu amigo, o presidente Fernando Henrique, que o nomeou ministro do Planejamento.

Em 1998, já durante o segundo mandato de FHC, foi ministro da Saúde, cargo no qual implantou um bem-sucedido programa de luta contra a aids e enfrentou com bons resultados às multinacionais do setor farmacêutico pelas patentes dos remédios.

Após perder a Presidência para Lula em 2002, Serra reorganizou sua base em São Paulo para buscar a Prefeitura da maior cidade do país, à qual conquistou nas eleições de 2004.

Ficou no cargo só dois anos porque em março de 2006, na metade do mandato, renunciou para ser candidato ao Governo do Estado de São Paulo, posição que alcançou com mais de 12 milhões de votos.

O mandato como governador também não será concluído, pois em 31 de março renunciou ao cargo para concorrer como candidato presidencial e convencido que, como apontam as pesquisas, pode derrotar a ex-ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, escolhida a dedo por Lula para concorrer pelo PT.

Serra e Dilma não têm o carisma de Lula e sua facilidade de se comunicar com o povo, o que faz com que os especialistas concluam que a campanha eleitoral que começará em julho será uma das mais cansativas de todos os tempos.

Torcedor do Palmeiras, Serra é um grande fã de cinema.

Recentemente, para estreitar o contato com público, ele criou uma página na rede de microblog Twitter, que usa para manter informados seus apoiadores.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    12h29

    -0,99
    3,126
    Outras moedas
  • Bovespa

    12h30

    1,39
    64.646,62
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host