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11/04/2010 - 02h49

Começam as primeiras eleições multipartidárias em 24 anos no Sudão

Cartum, 11 abr (EFE).- Os colégios eleitorais sudaneses abriram hoje suas portas às 8h (horário local) para começar as que são consideradas como as primeiras eleições multipartidárias em 24 anos no país.

Dezesseis milhões de eleitores foram convocados para escolher entre hoje e terça-feira um presidente e um Parlamento nacional, assim como um presidente e um Parlamento provincial.

A Comissão Eleitoral sudanesa, encarregada da preparação e acompanhamento do processo, dispôs 13 mil centros eleitorais tanto nas 15 províncias do norte como nas 10 da região autônoma do sul, que também vai escolher um presidente para seu território e uma nova câmara legislativa regional.

O presidente Omar al-Bashir se apresenta como o principal candidato, especialmente levando em conta que as principais forças da oposição boicotaram o processo total ou parcialmente.

Espera-se que o presidente sudanês vote no colégio Saint Francis, local onde não se via gente fazendo fila para emitir seu voto, segundo pôde comprovar a Agência Efe.

Esse centro de votação estava desde as primeiras horas com medidas especiais de segurança e se notava também a presença de vários observadores do Ministério da Justiça junto aos agentes das mesas eleitorais, vestidos com coletes de cor laranja.

Apesar de hoje ser dia de trabalho, a jornada vai terminar ao meio-dia para evitar que os moradores de Cartum tirem folga e não acudam às urnas, por um lado, e, por outro, para dar tempo a todos os cidadãos para votar.

O processo de votação é complicado, como é reconhecido tanto pela Comissão Eleitoral como pelo próprio Bashir, já que o eleitor do norte terá que preencher oito cédulas e o do sul 12, em um país com altos números de analfabetismo.

Para tentar facilitar a votação, a televisão pública e os demais meios de informação divulgaram continuamente programas e anúncios nos quais foi explicado várias vezes como se deve votar e em que ordem.

O presidente do Sudão deverá conseguir 50% dos votos mais um para ficar com a vitória no primeiro turno. Se não o conseguir, em três semanas os dois candidatos mais votados concorreriam a uma segunda rodada.

Isto não vai acontecer com os presidentes provinciais. Em tais pleitos vencerá diretamente o que mais votos tiver.

Para o Parlamento nacional e os das regiões, que serão formados por 60% de representantes das diferentes circunscrições, 25% de mulheres e 15% de membros de partidos políticos que concorrem em listas fechadas, os eleitores terão que introduzir três cédulas em cada urna.

Ainda não se sabe quando serão anunciados os resultados da votação. Ontem, a Comissão Eleitoral se limitou a informar que não ia demorar muito tempo.

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