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11/04/2010 - 05h38

Espionagem australiana averiguará assassinato de dirigente do Hamas em Dubai

Sydney (Austrália), 11 abr (EFE).- Os serviços de inteligência da Austrália averiguarão o uso de passaportes australianos por supostos agentes israelenses do Mossad para assassinar em Dubai um dirigente do Hamas, anunciou hoje Canberra.

O ministro de Assuntos Exteriores australiano, Stephen Smith, explicou que crê em que a espionagem esclareça o mistério, depois que as pesquisas da Polícia não deram resultado.

Smith disse que quer ter "mais dados" sobre o assunto, uma vez concluída a fase policial da investigação.

Por enquanto, quatro titulares de um passaporte australiano estão entre os 30 suspeitos do crime, mas o Governo australiano insiste em que todos os documentos de viagem foram obtidos de maneira fraudulenta por cidadãos israelenses.

Canberra deslocou há várias semanas um grupo de policiais para interrogar os acusados de ter matado a tiros no dia 19 de janeiro em um hotel de Dubai Mahmoud al-Mabhuh, um alto dirigente do Hamas.

Os especialistas pensam que a operação foi realizada pelo Mossad, os serviços de inteligência de Israel no estrangeiro e famosos por este tipo de ações contra os supostos inimigos do Estado judeu.

Segundo a Polícia do emirado, os suspeitos viajaram para Dubai procedentes de cidades europeias, e vários usaram o mesmo cartão de crédito para realizar reservas de hotéis e comprar bilhetes de avião, enquanto o resto pagou em dinheiro.

Após completar suas distintas tarefas encomendadas e matar Mabuh, deixaram o país com destino à África do Sul, Irã e Hong Kong.

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