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11/04/2010 - 19h28

ONU, UE e OSCE pedem estabilidade no Quirguistão

Moscou, 11 abr (EFE).- A ONU, a União Europeia (UE) e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) pediram hoje ao Governo provisório do Quirguistão que tome medidas urgentes para estabilizar o país após os violentos fatos que recentemente levaram à queda do presidente Kurmanbek Bakiyev.

Pierre Morel, representante da UE para a Ásia Central, expressou em Biskek (capital quirguiz) a preocupação do bloco europeu com a situação no sul do país, onde está refugiado o presidente deposto Bakiyev e pediu às novas autoridades que evitem um conflito civil.

O emissário da UE fez a declaração durante uma reunião com o vice-primeiro-ministro, Omurbek Tekebayev, encarregado de redigir uma nova Constituição que transforme o país em uma democracia parlamentar ao estilo europeu, informa a agência quirguiz "Akipress".

O emissário da ONU ao Quirguistão, Jan Kubis, e os representantes da OSCE, o enviado especial Zhanibek Karibzhanov e o diretor do centro de prevenção de conflitos da organização, Herbert Salber, também pediram a Tekebayev o restabelecimento da paz civil no país.

Os enviados da OCSE destacaram a importância de que os processos políticos no Quirguistão voltem à normalidade jurídica após os confrontos em Biskek entre as forças de segurança de Bakiyev com a oposição, que deixaram na última semana 81 mortos e 1.651 feridos, 581 deles ainda hospitalizados, de acordo com os últimos dados.

A Rússia, que mantém influência na Ásia Central e conta com uma base aérea cerca de Biskek, foi o primeiro país que expressou seu apoio às novas autoridades quirguizes e ofereceu ajuda urgente, tanto humanitária quanto econômica.

A embaixada dos Estados Unidos, que também tem próximo a Biskek um centro de passagem de cargas ao Afeganistão, crucial para a campanha militar neste país, declarou que planeja "realizar encontros" com os dirigentes do Governo provisório quirguiz.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, conversou ontem com a chefe interina do Governo quirguiz, Rosa Otunbayeva, a quem pediu "uma solução pacífica dos problemas políticos" e o retorno do Quirguistão à democracia.

Tekebayev, por sua vez, expôs hoje os passos e planos de seu Governo provisório para evitar a eclosão de um conflito civil, recuperar a normalidade no país e obter respaldo diplomático internacional e assistência econômica.

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