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12/04/2010 - 16h39

Moncayo continuará no Exército colombiano, apesar de críticas contra Uribe

Bogotá, 12 abr (EFE).- O sargento colombiano Pablo Emilio Moncayo, que foi mantido refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) por mais de 12 anos, assegurou hoje que permanecerá no Exército, apesar das críticas tanto dele como de sua família contra o Governo do presidente Álvaro Uribe durante seus anos de cativeiro.

"Usei este uniforme. Espero que, com a permissão dos meus superiores, eu possa continuar usando-o", disse Moncayo em sua primeira entrevista coletiva desde que foi libertado pela guerrilha em 30 de março.

O ex-refém também esclareceu por que no dia que foi libertado se absteve de expressar seus agradecimentos a Uribe, mas o fez aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Rafael Correa (Equador) e Hugo Chávez (Venezuela), aos quais agradeceu pelas iniciativas para buscar uma solução ao conflito colombiano.

Moncayo considerou "muito hipócrita" enviar uma saudação a Uribe após, quando ainda era refém, tê-lo criticado por não facilitar um acordo humanitário com a guerrilha que poderia viabilizar a troca de reféns por rebeldes presos.

Em um vídeo divulgado em setembro de 2009 e fornecido pelas Farc, o sargento apareceu visivelmente abatido e exigiu ao presidente "abrir as portas" para o acordo humanitário.

"Após ter enviado o último vídeo, no qual eu bato a mesa, considero muito hipócrita agradecer o presidente", esclareceu hoje.

Sobre o Governo colombiano, ele se limitou a dizer que simplesmente faz o que tem de fazer, cumpre com a Constituição.

Moncayo foi sequestrado pelas Farc em 17 de dezembro de 1997, quando tinha 19 anos, junto a Martínez, ambos os reféns que mais tempo ficaram em poder da guerrilha.

Moncayo concedeu a entrevista coletiva junto ao soldado Josué Daniel Calvo, libertado dois dias antes dele, em 28 de março. Calvo afirmou que os guerrilheiros tentaram assassiná-lo no dia em que foi sequestrado.

As Farc entregaram Moncayo e Calvo a uma missão humanitária liderada pela senadora colombiana Piedad Córdoba, coordenada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e apoiada pelo Brasil, que disponibilizou dois helicópteros para resgatar os reféns.

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