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12/04/2010 - 19h10

Obama e Hu decidem cooperar sobre sanções contra o Irã

Washington, 12 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o da China, Hu Jintao, concordaram hoje em cooperar sobre a resolução das Nações Unidas que determinará novas sanções contra o programa nuclear iraniano.

Em declarações à imprensa que acompanha Obama durante a Cúpula sobre Segurança Nuclear, o diretor para a Ásia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Jeff Bared, assegurou que os dois presidentes, que conversaram hoje durante uma hora antes do início da reunião, acordaram intensificar a pressão sobre o regime iraniano.

Segundo Bared, os dois presidentes centraram a reunião bilateral em encontrar um ponto comum e deram instruções a suas delegações para que, ao redigir a resolução, fique claro para o Irã quais as consequências de um eventual não cumprimento da vontade da comunidade internacional.

O Governo chinês, destacou Bared, "está disposto a colaborar conosco".

A China tinha se mostrado reticente à imposição de novas sanções, mas finalmente aceitou estar presente nas conversas de Nova York, algo que foi interpretado como uma vitória diplomática dos Estados Unidos.

A Rússia era outro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que não havia demonstrado muito entusiasmo com a perspectiva de novas sanções. Na quinta-feira passada, o presidente russo, Dmitri Medvedev, disse defender medidas "inteligentes" que induzissem a uma mudança de comportamento por parte do Irã, mas que não prejudicassem sua população.

Em um encontro que a Casa Branca descreveu como "positivo", Hu e Obama conversarão também sobre a cotação do iuane. Para os EUA, a moeda está supervalorizada e a China deve deixá-la acompanhar os mercados.

Segundo Bared, Obama pressionou novamente a China para que permita uma alta do iuane.

A reunião entre os dois presidentes marca a retomada plena das relações entre EUA e China após meses de tensões por causa da reunião entre Obama e o dalai lama, entre outras questões.

Além de Hu, Obama conversou hoje com seus colegas da Ucrânia, Viktor Yanukovich, e da Armênia, Serzh Sargsyan, assim como com o rei Abdullah II da Jordânia e o primeiro-ministro malaio, Mohammed Abdul Razak.

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