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12/04/2010 - 16h18

Pelo menos 9 mortos e 18 feridos em novos bombardeios em Mogadíscio

Mogadíscio, 12 abr (EFE).- Pelo menos nove pessoas morreram e 18 ficaram feridas após um confronto entre forças do Governo da Somália somadas às da União Africana (UA) contra rebeldes radicais islâmicos que bombardearam as imediações do Palácio Presidencial de Mogadíscio durante um ato comemorativo.

Milicianos do Al Shabab, grupo vinculado à Al Qaeda que controla grande parte do território somali, atacaram com morteiros as cercanias do Palácio Presidencial quando o presidente do Governo transitório, Sharif Ahmed, proferia um discurso por ocasião do 50º aniversário das Forças Armadas da Somália.

Os rebeldes também bombardearam ao mesmo tempo o principal acampamento da Missão da União Africana na Somália (Amisom), que apoia o Governo transitório. A força respondeu ao ataque com bombardeios contra o mercado de Bakara, o maior da cidade, e o bairro de Hawlwadag, controlados pelos radicais.

Fontes dos serviços de emergência de Mogadíscio informaram que pelo menos nove pessoas morreram e 18 ficaram feridas neste ataque, qualificado por um porta-voz do Al Shabab como "crime" das forças da UA.

"Lançamos um ataque sagrado contra os cruzados e matamos vários deles. Continuaremos até obrigá-los a deixar a Somália", exclamou à Agência Efe Sheikh Ali Mohamud, porta-voz do Al Shabab.

Já Brigye Ba-Hoku, porta-voz da Amisom, negou as acusações. Para ele, trata-se da "mentira diária do Al Shabab".

Em seu discurso, Sharif Ahmed pediu às Forças Armadas somalis que estejam preparadas para lutar contra o Al Shabab e o Hezb al Islam, grupos que pretendem transformar o país e o leste da África em um estado islâmico radical de caráter wahhabista (corrente islâmica ortodoxa).

"Nosso povo sofre seus piores tempos e sofre com o castigo dos terroristas. Por isso devemos deixar de lado nossas diferenças e trabalhar no interesse nacional (para acabar com esses grupos)", disse o presidente, cujo Governo quase não pode manter controle sobre o território do país.

Sharif Ahmed manifestou sua esperança de que em breve possam acabar com os grupos radicais rebeldes, em uma ofensiva que o Governo anunciou há meses mas que atrasou por falta de equipamentos, treinamento e recursos.

A Somália vive a maior crise humanitária de sua história, agravada pela proibição feita pelo Al Shabab sobre as atividades das agências e organizações humanitárias internacionais, que fornecem ajuda alimentícia e médica a milhões de somalis.

Milicianos do Al Shabab assaltaram e roubaram as provisões e equipamentos de organismos e agências da ONU em diversos lugares do país.

A Somália não conta com um Governo efetivo desde 1991, quando foi derrubado o ditador Siad Barre. Desde então, o país vive em constante guerra civil na qual senhores de guerra tribais, grupos fundamentalistas islâmicos e bandidos disputam o território.

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