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15/04/2010 - 11h06

Ao menos 617 pessoas morreram no terremoto na China

Pequim, 15 abr (EFE).- As equipes de resgate trabalham sem descanso na busca de sobreviventes após o terremoto de 7,1 graus que castigou ontem a província chinesa de Qinghai deixando ao menos 617 mortos e dez mil feridos.

"Os últimos dados assinalam que há 313 pessoas desaparecidas e 9.110 feridos, dos quais 970 se encontram em estado grave", disse o porta-voz do quartel-general de resgate na Prefeitura autônoma tibetana de Yushu, cidade localiza a quatro mil metros de altura e que foi o epicentro do terremoto.

Esta manhã já ocorreram 750 réplicas, as mais intensas na escala com 6,3 de magnitude na escala Richter.

Um total de 15 mil casas foram destroçadas e 100 mil pessoas evacuadas após o terremoto, cujo epicentro ficou a 33 quilômetros de profundidade.

"Só 10% das casas da região são de cimento. As casas de madeira ou tijolo foram destruídas", disse o subdiretor de Resgate de Emergências do Birô Sismológico da China, Miao Chonggang, durante uma entrevista coletiva para informar as consequências do terremoto, realizada hoje em Pequim.

Miao assinalou, além disso, que "por causa da localização da cidade muitos membros da equipe de resgate, assim como os cachorros rastreadores, estão sofrendo com o mal de altura" o que prejudica as buscas.

Na cidade de Jiegu, uma das zonas mais afetadas pelo tremor, há quase dois mil soldados, policiais e bombeiros trabalhando nas operações de busca e salvamento.

Muitas das estradas da região também foram danificadas, entre elas as que unem a zona a capital da Província, Xining, a 800 quilômetros de distância.

"O principal problema agora é o transporte, porque é preciso tempo para que a ajuda chegue à região", acrescentou Zou Ming, diretor do Departamento de Operações de Resgate do Ministério de Assuntos Civis.

Muitos sobreviventes ficaram ao relento ontem à noite, com temperaturas mínimas de três graus centígrados sob zero, enquanto outros buscaram refúgio nos edifícios que não foram afetados pelo terremoto.

Zou afirmou que por enquanto "cerca de 8.370 barracas chegaram a Yushu, e mais 28,8 mil foram enviadas, o que cobrirá as necessidades de pelo menos 100 mil pessoas" e advertiu que "é preciso urgentemente de cobertores, roupas e alimentos".

Monges budistas tibetanos se uniram aos trabalhos de resgate e vestidos com suas túnicas de cor grená tentam tirar os sobreviventes das ruínas.

Os meios de comunicação chineses informam que muitas pessoas continuam enterradas sob os escombros e que o número de vítimas pode aumentar à medida que as operações de resgate se intensificam.

O chefe da Cruz Vermelha da Prefeitura afirmou que 70% das escolas de Yushu estão destruídas, segundo a Rádio Nacional da China.

A tragédia lembra o terremoto de maio de 2008, que sacudiu o norte da província vizinha de Sichuan, onde cerca de sete mil escolas foram destruídas, o que criou muita polêmica pelas denúncias dos pais sobre a péssima qualidade da construção dos edifícios educativos.

O Governo chinês anunciou que destinou US$ 29,3 milhões em ajuda.

O primeiro-ministro, Wen Jiabao, chegou hoje à região e o primeiro líder do Governo central ao chegar ao local ontem foi o vice-primeiro-ministro, Hui Liangyu.

Hui disse que "hoje e amanhã são dias cruciais para buscar e resgatar os sobreviventes e transferir aqueles que estão gravemente feridos".

O terremoto de ontem foi o mais forte na China depois do terremoto de 2008 em Sichuan, que deixou 90 mil mortos e desaparecidos.

O oeste do gigante asiático, com grandes cadeias montanhosas como o Himalaia, é uma zona que sofre com terremotos frequentes, embora muitos deles aconteçam em áreas pouco povoadas ou desabitadas.

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