UOL Notícias Notícias
 

15/04/2010 - 13h39

Brasil e China defendem que é preciso construir uma "nova ordem mundial"

Brasília, 15 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Hu Jintao, insistiram hoje na necessidade de construir uma "nova ordem mundial" e concordaram em estabelecer uma cooperação mais próxima entre seus países a fim de fortalecer o eixo Sul-Sul.

Lula e Jintao se encontraram durante a Cúpula do Bric, que seus países integram junto com a Rússia e a Índia, realizada hoje em Brasília junto ao Fórum Ibas, formado pelo Brasil, Índia e África do Sul.

Segundo o presidente da China, foram traçadas as linhas para um plano de cooperação entre os dois países entre 2010 e 2014, que contará com projetos conjuntos de uma "maior harmonia e coordenação".

O presidente brasileiro assegurou que as cúpulas realizadas em Brasília entre as grandes potências emergentes "revelam que uma nova geografia econômica mundial nasceu".

Lula afirmou que o Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul "têm vocação universal" e compartilham tanto valores como preocupações, entre elas o medo da "uma crise mundial, cujos efeitos ainda não se dissiparam".

Além disso, avaliou os planos de cooperação com a África e com os países em desenvolvimento dentro dos grupos Ibas e Bric e ressaltou o caráter "solidário" da "nova ordem econômico" que os países emergentes promovem.

No plano bilateral, a China destacou este ano tomou a posição dos Estados Unidos como o principal parceiro comercial do Brasil e que a troca entre os dois países chegou a US$ 36 bilhões em 2009.

Lula também encorajou aos empresários asiáticos a aproveitar as "possibilidades excepcionais de participação das empresas chinesas na modernização da infraestrutura do Brasil", sobretudo frente aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Após o encontro de Lula e Jintao foram assinados 12 acordos de cooperação bilateral nas áreas de petróleo, agricultura, espacial, científica e de propriedade intelectual.

Além disso, foi firmado um convênio que permitirá a exportação de folhas de tabaco e carne bovina brasileiras à China.

Um último acordo foi assinado pelo China Development Bank para o financiamento das operações para a compra de equipes de origem chinesa que a Oi negocia.

O acordo não menciona números, mas segundo fontes diplomáticas, a linha de crédito em favor da empresa brasileira poderia ficar em torno de US$ 1 bilhão.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,95
    3,157
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h28

    -1,26
    74.443,48
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host