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15/04/2010 - 13h36

Brasil, Índia e África do Sul exigem que Israel interrompa assentamentos

Brasília, 15 abr (EFE).- Após uma reunião com o ministro de Assuntos Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riad Maliki, os chanceleres de Brasil, Índia e África do Sul exigiram hoje que Israel interrompa as construções em assentamentos nos territórios palestinos ocupados.

Os três países também pediram que o Governo israelense dê marcha à ré em sua decisão de construir imóveis em Jerusalém Oriental e mostraram "grande preocupação" com a lei militar israelense que abre espaço para deportações maciças na Cisjordânia, a qual entrou em vigor esta semana.

"Preocupados com a contínua deterioração da situação humana em Gaza, convocamos Israel a aliviar as restrições à circulação de pessoas e bens, tanto em Gaza como na Cisjordânia", afirma o comunicado conjunto assinado pelos ministros.

Os quatro países também reivindicaram que sejam retomadas "urgentemente" negociações para criar um Estado palestino soberano, segundo as fronteiras de 1967.

Além disso, Brasil, Índia e África do Sul se comprometeram a adotar um "papel mais ativo" em busca do diálogo e da paz e concordaram em prosseguir com as conversas sobre este assunto em próximas reuniões.

"Esse compromisso é mais urgente pelo próprio desenvolvimento do processo, com novos assentamentos, a interrupção do diálogo e a nova ordem militar israelense", declarou a jornalistas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Maliki afirmou que, com a reedição dessa ordem do Exército de Israel, "cada palestino passou a ser candidato a desesperançado".

A reunião com o ministro de Assuntos Exteriores da ANP ocorreu em Brasília dentro da cúpula do fórum de diálogo IBAS, formado por Índia, Brasil e África do Sul.

Maliki disse que explicou a situação atual aos ministros dos países do IBAS, os quais "estão interessados e comprometidos a ajudar no processo de paz" e na criação de um Estado palestino.

Ainda segundo Maliki, durante a reunião de hoje em Brasília foram discutidas "algumas opções para retomar o diálogo de paz e a interrupção dos novos assentamentos".

De acordo com Amorim, os países do IBAS "têm boas relações com Israel" e consideram que podem influir de forma alguma para uma retomada do diálogo de paz.

"Podemos contribuir com ideias novas", declarou o chanceler brasileiro.

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