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15/04/2010 - 11h37

Comissão da ONU apresenta relatório sobre o assassinato de Benazir Bhutto

Nações Unidas, 15 abr (EFE).- Uma comissão independente das Nações Unidas deve apresentar hoje ao secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, o relatório sobre o assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto.

A comissão, dirigida pelo embaixador do Chile perante as Nações Unidas, Heraldo Muñoz, concluiu o documento há duas semanas. No fim de março, Ban decidiu atrasar a apresentação a pedido do Paquistão. Assim que o relatório for apresentado hoje a partir das 17h30 (Brasília) terá que ser transmitido para as autoridades de Islamabad, assim como para os países do Conselho de Segurança da ONU.

O Governo do presidente do Paquistão, Asif Alí Zardari, viúvo de Bhutto, já tinha pedido no dia 31 de dezembro que a apresentação do documento fosse prorrogada por três meses, até o fim do mandato da comissão.

Desde o começo do trabalho em julho do ano passado a equipe de investigadores liderada pelo embaixador do Chile entrevistou várias personalidades, incluindo o ex-presidente deposto Pervez Musharraf, mas quase não visitou o país devido aos contínuos ataques terroristas.

O trabalho também foi prejudicado pela suposta reticência do Governo paquistanês em conceder acesso a altos cargos militares do país, segundo a imprensa do Paquistão.

Bhutto morreu aos 54 anos em um atentado terrorista no fim de um comício no dia 27 de dezembro de 2007 na cidade de Rawalpindi, pouco depois de retornar ao Paquistão após um longo exílio.

O pouco êxito na hora de esclarecer os fatos contribuiu para engrandecer o mistério e alimentar todo tipo de teorias de conspirações em torno de sua morte.

A Scotland Yard já investigou a morte da ex-primeira-ministra e determinou que ela faleceu após ser golpeada na cabeça depois que um homem-bomba se explodiu, mesma conclusão da Polícia paquistanesa.

No entanto, a família de Bhutto e seu partido, o Partido Popular do Paquistão, defendem que a ex-primeira-ministra morreu por disparos efetuados antes da explosão e denunciam um suposto envolvimento dos serviços secretos do país.

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