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15/04/2010 - 20h33

Comissão da ONU critica atuação do Paquistão no caso Benazir Bhutto

Nações Unidas, 15 abr (EFE).- A comissão criada pela ONU para analisar o assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto assegurou hoje que ela não recebeu proteção suficiente do Governo e que a Polícia fracassou de maneira "deliberada" na investigação do crime.

"A comissão considera que o fracasso da Polícia na investigação do assassinato de Benazir Bhutto foi deliberada", afirma o documento divulgado hoje, que aponta que os policiais responsáveis agiram assim "por temor do possível envolvimento de agências de inteligência".

A comissão, presidida pelo embaixador do Chile na ONU, Heraldo Muñoz, assegurou que o assassinato da líder paquistanesa "poderia ter sido prevenido caso fossem adotadas as medidas de segurança adequadas".

Além disso, indica que o Governo paquistanês, chefiado então por Pervez Musharraf, apesar de conhecer "perfeitamente" as graves ameaças contra a vida de Benazir, fez "pouco mais que transferir essas ameaças a ela e às autoridades provinciais".

O relatório também acusou a Polícia da cidade Rawalpindi de causar "danos irreparáveis à investigação" ao limpar com água o local do crime e não preservar as provas físicas que ali estavam.

A comissão não oferece uma versão alternativa à explicação oficial de que a ex-premiê morreu ao bater com a cabeça do teto do carro em que estava, mas lembra que a 'causa mortis' foi assumida antes de uma investigação apropriada dos fatos começar.

A crítica está também no fato de terem culpado pelo atentado contra Benazir o líder dos talibãs paquistaneses Baitullah Mehsud e a Al Qaeda "muito antes" de as investigações policiais serem iniciadas.

"A investigação foi obstaculizada pelas agências de inteligência e outros responsáveis governamentais, que dificultaram a investigação ao impedir uma busca incondicional da verdade", finaliza o relatório.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que o resultado da comissão independente ajudará na luta contra a impunidade no Paquistão.

Benazir Bhutto morreu aos 54 anos em um atentado terrorista cometido ao fim de um comício, em 27 de dezembro de 2007, em Rawalpindi, pouco após retornar ao Paquistão de um longo exílio.

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