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15/04/2010 - 08h36

Hamas executa em Gaza 2 palestinos por colaborar com Israel

Gaza, 15 abr (EFE).- O Governo do Hamas executou hoje em Gaza dois palestinos condenados por um tribunal militar por colaborar com Israel, na primeira aplicação da pena de morte em território palestino desde meados de 2005, segundo fontes médicas e da ONG de direitos humanos Al Nizan.

São eles: Muhamad Ismail, 32 anos, e Nasser Aby Frayey, 35, originais respectivamente do campo de refugiados de Jabalya, no norte, e de Rafah, no sul, conforme informou a edição digital do jornal israelense "Yedioth Ahronoth".

Os corpos foram entregues nesta manhã ao hospital Shifa, em Gaza capital, confirmaram fontes desse centro médico.

Segundo a sentença judicial, os executados tinham passado informação a Israel e provocado a morte de centenas de civis e milicianos palestinos durante a ofensiva israelense em Gaza "Chumbo Fundido", de dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que deixou 1,4 mil palestinos mortos, na maioria de civis.

No mês passado, a Procuradoria Geral de Gaza declarou que a execução de pena de morte extraordinária era "não só necessária, mas uma obrigação legal" e o ministro do Interior, Fathi Hammad, confirmou que executaria os "agentes" de Israel, apesar das objeções dos grupos de direitos humanos.

Em Gaza, há pelo menos outras 18 pessoas condenadas à pena de morte (passar pelo pelotão de fuzilamento ou enforcamento), enquanto na Cisjordânia estão pendentes três sentenças capitais nos tribunais militares.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, se nega a aplicar pena de morte, um requisito que exige a Lei Básica palestina.

A rubrica é impossível de conseguir dada a situação de divisão entre as duas principais facções palestinas: Fatah, que controla Cisjordânia, e Hamas, que está no comando de Gaza.

Os dois grupos mantêm divergências desde junho de 2007, quando homens do Hamas expulsaram de Gaza às forças de segurança leais a Abbas em seis dias de sangrentos combates.

Soma-se a isto o fato de os islamitas não reconhecerem a autoridade de Abbas.

A lei palestina considera "alta traição" passar informação ao inimigo, o que castiga com execução.

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