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19/04/2010 - 16h44

Companhias aéreas perdem mais para alojar passageiros que com cancelamentos

Londres, 19 abr (EFE).- As companhias aéreas perderão mais dinheiro com o alojamento em hotéis dos passageiros pelo fechamento do espaço aéreo europeu por causa da nuvem de cinza de um vulcão islandês que pelo cancelamento dos voos, segundo um relatório de Citi Group divulgado hoje.

Segundo o estudo, uma companhia como a British Airways (BA) que enfrenta um impacto financeiro entre 10 e 20 milhões de libras diárias (11,34 milhões euros e 22,69 milhões de euros) em perdas, apenas pelo cancelamento de voos.

Citi estima que as companhias recuperem metade das perdas nos dias seguintes à normalização dos voos, quando os viajantes de negócios e os turistas retomem as viagens atrasados.

No entanto, não devem ser recuperados os custos procedentes do alojamento de viajantes em hotéis, um montante que no caso de BA ascende a 8 milhões de libras diárias (9,07 milhões de euros).

Para Citi, o fechamento do espaço europeu "não tem precedentes" e seus efeitos "poderiam ser inclusive piores que o fechamento do espaço aéreo americano durante sete dias após os atentados de 11 de setembro".

O relatório destaca que neste caos o medo dos passageiros de voar não afetará às companhias, após a normalização do tráfego aéreo.

Além disso, o relatório prevê que o fator de carga será "extremamente alto" nas duas semanas posteriores à abertura do espaço aéreo, uma recuperação que no caso de 11-9 teve que esperar até o primeiro trimestre de 2002.

Citi também calculou as perdas durante o fechamento do espaço aéreo de outras companhias como Air France-KLM, que deixou de ganhar entre 25 milhões e 50 milhões de euros por dia.

Já a Lufthansa, com perdas entre 35 milhões de euros e 50 milhões de euros diários; easyJet, que perde 4 milhões de libras (4,54 milhões de euro) ao dia, e Ryanair, que está perdendo 4 milhões de euros diários.

O relatório aponta que as companhias aéreas de baixo custo easyJet e Ryanair não estão pagando o alojamento aos passageiros porque alegam que "se trata de uma interrupção do serviço cuja solução está fora de seu alcance".

"Outras companhias estão pagando o alojamento aos clientes por uma questão de atenção ao consumidor e para reduzir o caos nos aeroportos", indica o relatório.

Citi apontou que "ainda não está claro" que cobertura os seguros terão que dar aos e às companhias aéreas, "embora exista muita pressão política e midiática para que as seguradoras assumam suas responsabilidades".

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