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24/04/2010 - 18h40

Correa admite "corrupção generalizada" no Equador

Quito, 24 abr (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, admitiu hoje que existe uma "corrupção generalizada" no país e anunciou que prepara uma campanha nacional para combatê-la frontalmente.

Em seu habitual relatório dos sábados, afirmou que o Secretário Nacional de Transparência (Anticorrupção), Juan Sebastián Roldán, lhe apresentou esta semana uma proposta de campanha contra a corrupção.

"A corrupção não chegou às altas esferas do Governo, mas é claro que há uma corrupção generalizada, não (só) no setor público, (mas) na sociedade", afirmou o líder, que se lamentou que a equatoriana é "uma sociedade muito tolerante com a corrupção".

Indicou que a campanha anticorrupção envolverá toda a população, incluindo as crianças, e assinalou que, à par dessa estratégia, o Ministério da Justiça prepara leis para impedir a impunidade perante a corrupção.

Disse, como exemplo, que se um funcionário público corrupto enriquece da noite para o dia, "todo o mundo sabe que roubou", mas que há gente que vai a seus convites sociais, o que também deve ser censurado.

"O combate à corrupção não é questão de leis, é questão de sanção moral, sobretudo", disse o líder, após insistir em que há políticos opositores e pessoas poderosas que criticam sua gestão, mas que não pagam impostos.

Por isso lembrou que o Serviço de Rendas Internas (SRI), a agência de arrecadação do Estado, tem uma base de dados disponível na Internet, onde se pode averiguar o montante de impostos que cada contribuinte paga.

Correa pediu à população que divulgue essa informação para reivindicar aos políticos que os visitam com ofertas e rejeitar aqueles que não paguem seus impostos porque essa é também "uma forma de corrupção".

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