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24/04/2010 - 17h10

Homossexuais protestam em Lima contra Igreja Católica por casos de pedofilia

Lima, 24 abr (EFE).- Várias organizações peruanas de homossexuais fizeram hoje um plantão em Lima em frente à Nunciatura Apostólica do Peru para protestar contra as declarações de porta-vozes do Vaticano que associaram os delitos de pedofilia com o homossexualismo.

A atividade foi convocada pela Rede Peruana TLGB (Trans, Lésbicas, Gays e Bissexuais) e congregou a uma centena de ativistas em favor dos direitos humanos e contra a violência sexual, feministas, homossexuais e estudantes no distrito de Jesus Maria, onde se encontra a sede da Nunciatura na capital peruana.

Os manifestantes chegaram com cartazes e gritavam palavras de ordem contra os crimes de abuso sexual pelos quais bispos da Igreja foram acusados. Eles também criticaram as palavras do secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, que relacionou a homossexualidade com a pederastia em uma recente visita ao Chile.

"A pedofilia é um crime, o homossexualismo não", "Encobrir um delito também é um delito" e "Ninguém está acima da lei", eram alguns dos slogans que os manifestantes repetiam.

No entanto, o grupo encontrou uma reação de organizações católicas, que pediram a seus fiéis para ir, uma hora antes, rezar o rosário nos exteriores da sede do representante do Vaticano no país.

Assim, ao redor de 30 fiéis católicos se mantiveram rezando e lançando suas próprias proclamas a favor da Igreja, em uma espécie de concorrência com os manifestantes.

Em seu próprio chamado à reza, as organizações católicas "pró-vida" e "pró-família" pediram para proteger a Nunciatura para evitar atos similares aos que aconteceram na Argentina e no Chile que terminaram "com graves danos materiais e blasfêmias" nos templos.

No entanto, os homossexuais lhes responderam com o lema que "nem rezas nem oração deterão ao violador" e "não à impunidade".

A porta-voz da TLGB, Maribel Reyes, disse à Efe que se tratou de um protesto pacífico e que se evitou o confronto o tempo todo, inclusive quando um padre se aproximou deles para tentar benzê-los.

Reyes se queixou que os líderes católicos querem usar os homossexuais como bode expiatório de seus delitos e que o protesto é contra os abusos denunciados ao redor do mundo.

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