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26/04/2010 - 21h29

Países da A.Latina e da UE discutem mudança climática

Lima, 26 abr (EFE).- Representantes de 61 países da América Latina, do Caribe e da União Europeia (ALC-UE) iniciaram hoje, em Lima, um diálogo sobre mudanças climáticas com o objetivo de elaborar as propostas que serão apresentadas na cúpula do grupo na Espanha.

A reunião em Lima, que termina nesta terça-feira, é para elaborar as recomendações que serão apresentadas na VI cúpula ALC-UE, que será realizada em Madri, no próximo dia 18.

Na reunião, o ministro peruano do Meio Ambiente, Antonio Brack, defendeu que os países da América Latina e do Caribe, mesmo sem serem os principais países poluentes, também devem lutar contra a mudança climática com "reduções antecipadas" das emissões de carbono.

"A UE prometeu reduções de emissões entre 20 e 30% por se tratarem de países que têm um desenvolvimento intensivo com base em carbono. Nós, dos países da América Latina e do Caribe, não apresentamos grandes emissões ao meio ambiente, mas podemos minimizar com reduções antecipadas do uso intensivo de carbono em nível global", afirmou Brack.

O ministro peruano colocou como exemplo de ação concreta contra a mudança climática o programa peruano "Conservación de Bosques", que busca chegar a 2021 com um índice de 0% de desmatamento de florestas primárias e, assim, contribuir com uma redução da metade do total das emissões de carbono no Peru.

Para a realização do plano durante os quatro próximos anos, o Governo peruano vem negociando com o Japão um crédito de US$ 40 milhões.

Brack também afirmou que o aumento de dois graus na temperatura em nível mundial, calculado como consequência da mudança climática, mostra que os países da América Latina e do Caribe precisam realizar ações concretas.

Segundo um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), um aumento de temperatura entre 1% e 6% na região pode trazer para a Argentina, Chile e Uruguai uma melhoria na agricultura, enquanto, na América Central, pode causar um aumento de chuvas entre 20% e 40%.

Da mesma forma, países como a Argentina, Chile, Peru, Nicarágua e Honduras poderiam ter dificuldades no fornecimento de água.

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