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27/04/2010 - 05h42

Abbas não quer declaração unilateral de independência

Jerusalém, 27 abr (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se opõe a uma declaração de independência unilateral e assegura que respeitará os acordos assinados com Israel na década de 90 durante o Processo de Oslo.

"Não estamos interessados em medidas unilaterais. Nós respeitamos os acordos", afirma o presidente da ANP em entrevista divulgada pela emissora israelense "Canal 2".

As declarações de Abbas foram feitas em resposta a uma pergunta sobre a intenção do primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, de pedir o reconhecimento internacional de um Estado independente em 2011, data na qual espera ter prontas todas as instituições de Governo.

Em ambiente relaxado na Muqata de Ramala, sede da Presidência, o líder palestino pediu aos israelenses para apoiarem as iniciativas de paz dos Estados Unidos e mostra disposição para negociar com o primeiro-ministro de Israel, o conservador Benjamin Netanyahu.

" Netanyahu é o primeiro-ministro eleito pelo povo israelense", afirma, "e é minha obrigação trabalhar sobre esta base, sem ter direito a dizer 'gosto deste' ou 'odeio este'".

"Não quero que ninguém se manifeste ou esteja envolvido em um incidente violento com os israelenses", assegurou, antes de insistir que "respeitará os acordos" para chegar à independência palestina.

Sobre a estagnação das negociações de paz há mais de um ano e os esforços de Washington nestes últimos meses para reativá-las mediante contatos indiretos, ele destaca que "o diálogo continua" através do enviado especial americano George Mitchell, mas que não há nenhum acordo ainda.

"Mitchell nos apresentou ideias, e nós fizemos o mesmo; escutou ideias dos israelenses e o diálogo ainda continua", afirma.

Sem entrar em detalhes sobre as propostas que estão sendo debatidas, Abbas revelou que no próximo dia 1º de maio uma delegação da ANP apresentará perante o Comitê de Seguimento da Liga Árabe os resultados das discussões com Mitchell e espera que "a resposta seja positiva".

A ANP condiciona o retorno ao diálogo direto com Israel a uma cessação absoluta na construção nos assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, apesar de, com o respaldo da Liga Árabe, ter aceitado em março iniciar conversas indiretas com a mediação de Mitchell.

As chamadas "conversas de proximidade", porém, ficaram suspensas antes do início, depois que Israel anunciou a construção de 1.600 imóveis em um bairro judaico de Jerusalém Oriental em território ocupado desde 1967.

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