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27/04/2010 - 06h03

Paraguai quer mediação da ONU para revogação de asilo no Brasil de acusados

Genebra, 27 abr (EFE).- O Governo paraguaio solicitou a mediação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) para obter a revogação do asilo a três cidadãos do país processados por sequestro e refugiados no Brasil.

O embaixador paraguaio perante as Nações Unidas em Genebra, Federico González, e o diretor de Assuntos Legais da Chancelaria, Carlos Fleitas, se reuniram com o Alto Comissariado para os Refugiados, António Guterres, e entregaram uma nota oficial do chanceler do Paraguai, Héctor Ricardo Lacognata.

"Nessa nota é feita menção à situação jurídica destes três refugiados, que têm processo aberto no Paraguai. Quisemos mostrar ao senhor Guterres que os três senhores não são refugiados políticos, mas criminosos comuns acusados de um delito de sequestro", assinalou González à agência Efe.

Os três foram processados pelo sequestro de María Edith Bordón, esposa de um rico empresário, que foi liberada após 64 dias de cativeiro mediante o pagamento de um resgate de 300 mil dólares.

"O Governo paraguaio quer que seja retirado o estatuto de refugiados destes três senhores, e por isso pedimos ao senhor Guterres que intermedeie perante o Brasil", explicou o embaixador.

Paraguai quer que o Brasil revogue o estatuto de refugiados e extradite os três homens, ex-dirigentes do Partido Pátria Livre (PPL), Juan Arrom, Anuncio Martí e Víctor Colmán.

Segundo González, Guterres se comprometeu a solicitar relatórios ao representante do Acnur em Brasília, que é membro com voz, mas sem voto, da Comissão Nacional para os Refugiados (Conare) do Brasil, órgão que concedeu o asilo aos três processados paraguaios.

"O próximo passo é solicitar à Conare uma revisão de sua decisão", explicou o embaixador.

O Governo paraguaio solicitou ao Brasil no último dia 5 de fevereiro revogação do estatuto dos três processados paraguaios, mas até o momento não houve resposta.

Assunção considera, além disso, que os antigos dirigentes do PPL, entre eles os três refugiados, se reuniram no autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP), ao qual são atribuídos vários sequestros e homicídios.

O Governo de Fernando Lugo obteve recentemente o apoio do Congresso para declarar o estado de exceção durante 30 dias em cinco províncias do norte do país para lutar contra o EPP.

O grupo é acusado de assassinatos de policiais, militares e civis, assim como de ataques a fazendas criadoras de gado e agrícolas em San Pedro (centro) e Concepción (nordeste), na fronteira com o Brasil, região onde praticmente não há controle e, alem disso, proliferam cultivos de maconha.

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