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28/04/2010 - 15h13

Apenas 9 países da América Latina confiam no processo eleitoral, diz pesquisa

Em Washington

Apenas nove países da América Latina e do Caribe confiam realmente no processo eleitoral, segundo um estudo publicado hoje, que identifica o Paraguai, Haiti, Honduras e Peru como as nações mais céticas e coloca o Brasil em um nível neutro.

O relatório "Barômetro das Américas" da Universidade Vanderbilt, que também inclui os Estados Unidos, divide os países em três categorias.

O primeiro grupo, liderado pelo Uruguai, Costa Rica, Chile e República Dominicana, expressa uma confiança acima do que os autores descrevem como ponto neutro, situado no nível de 50.

A segunda categoria, integrada por seis países, entre eles Estados Unidos, El Salvador, Panamá e Brasil, agrupa aqueles que se movimentam em torno do nível dos 50 pontos.

No último grupo aparecem os países bem abaixo do ponto neutro. Além do Paraguai, Haiti, Honduras e Peru, entre os mais negativos com relação ao processo eleitoral estão Argentina, Guatemala, Nicarágua e Equador.

Os autores ressaltam que uma série de fatores ajudam a explicar os resultados do relatório, que contou com 38.535 participantes de 23 países do Caribe, América do Sul, América do Norte e Central.

Em linhas gerais, a pesquisa destaca que quanto mais democrático um país é maior é a confiança nas eleições.

Os autores descobriram que os que acham que a democracia é a melhor forma de Governo, apesar suas imperfeições, manifestam uma confiança maior no processo eleitoral.

A confiança interpessoal também tem um impacto positivo, enquanto a percepção sobre o nível de corrupção afeta de forma negativa. A isso, no capítulo positivo, soma-se a identificação com um partido.

Os eleitores cujo candidato ganha as eleições também tendem a expressar maior confiança no processo.

O estudo ressalta que, ao contrário, outros fatores como o nível de educação e a capacidade aquisitiva não são importantes, mas sim o gênero: a confiança é notavelmente inferior nas mulheres.

O relatório destaca Honduras e lembra que em geral, quando os cidadãos vivem em um país que alcançou um nível elevado de desenvolvimento, tendem a confiar mais nas eleições.

"O nível de desenvolvimento econômico em Honduras, no entanto, não é elevado e também não está claro se há respaldo democrático suficiente para solidificar a confiança e estabelecer legitimidade", diz o estudo.

Os resultados da análise da Universidade de Vanderbilt apontam à necessidade de maiores investimentos em iniciativas anticorrupção em Honduras, sobretudo nas áreas urbanas.

Além disso, os autores indicam que apostar em medidas destinadas às mulheres para melhorar sua representação política e seu grau de participação também podem ser úteis.

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