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28/04/2010 - 14h20

Martinelli confirma que Panamá deve pedir extradição de Noriega

Panamá, 28 abr (EFE).- O presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, confirmou hoje que seu país pedirá a extradição do ex-general Manuel Antonio Noriega, embora afirme que o futuro desse pedido dependerá da França, para onde o militar foi extraditado na segunda-feira pelas autoridades americanas após cumprir pena no país.

"O Panamá vai a fazer o pedido de extradição de acordo com nossas leis, mas tudo depende do Governo francês", disse Martinelli aos jornalistas em sua primeira declaração sobre o assunto, confirmando a posição exposta pela Chancelaria de seu país nos últimos dois dias.

Noriega foi extraditado para a França na segunda-feira, onde tem pendente uma condenação à revelia de dez anos de prisão por lavagem de dinheiro, após cumprir uma sentença de 17 anos em Miami por narcotráfico, de um total de 40 anos reduzidos por bom comportamento.

O chanceler panamenho, Juan Carlos Varela, disse que o Governo deve solicitar hoje ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do país uma "posição formal" para iniciar "um novo processo" de extradição com a França.

Varela destacou a necessidade de preparar adequadamente os procedimentos legais com a França para que "qualquer que seja a decisão dos tribunais franceses, ele (Noriega) tenha que vir ao Panamá e enfrentar a Justiça".

Questionado sobre o fato de que a idade de Noriega (75 anos) lhe permitiria, de acordo com a legislação panamenha, cumprir sua pena em casa, Varela disse que essa decisão cabe ao juiz.

"Como chanceler estou cumprindo minha função, mas não posso ditar decisões judiciais que tocariam a um juiz decidir: se é casa por prisão (prisão domiciliar) ou se vai a uma prisão", afirmou.

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