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04/05/2010 - 11h33

FMI confirma recuperação econômica da A.Latina, mas de forma desigual

Montevidéu, 4 mai (EFE).- A América Latina e o Caribe se recuperam da crise econômica mundial mais rápido do que o previsto e poderiam terminar 2010 com um crescimento de 4%, embora com contrastes marcantes entre os países da região, revelou hoje o mais recente relatório de perspectivas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o documento, apresentado em Montevidéu, a economia está ganhando força na região impulsionada pela forte recuperação do consumo privado e pela melhoria das condições financeiras externas.

Este cenário, segundo o FMI, ajudará as nações exportadoras que têm maiores laços com os mercados globais a ter uma alta "mais vigorosa" que o resto.

Para a instituição, as facilidades que existem no financiamento externo contribuirão para um melhor desempenho desses países, entre os quais estão Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.

Além disso, a "recuperação econômica em andamento", apesar de ser "frágil" e "dependente de medidas de estímulo" nos países desenvolvidos, está estimulando os preços das matérias-primas, o que beneficia a região.

No outro lado, com um crescimento menor e inclusive com possíveis contrações, ficarão os países caribenhos e centro-americanos, que dependem das importações, do turismo e das remessas de emigrantes, cujas rendas foram reduzidas pela crise internacional e pelo desemprego no mundo desenvolvido.

Para os países do primeiro grupo, o desafio será "o bom manejo da fase de expansão do ciclo econômico", o que significará "recalibrar as políticas macroeconômicas para dar a elas uma orientação neutra", eliminando os estímulos fiscais e aliviando a carga na política monetária.

O relatório também alerta expressamente às economias da região sobre os riscos decorrentes das condições financeiras externas, que, embora sejam favoráveis, podem permitir "ciclos de auge seguidos por outros de colapso", com alta da demanda interna e consequências para a inflação e para o crédito.

Segundo o FMI, as prioridades para enfrentar esta situação deveriam ser flexibilidade da taxa de câmbio e manutenção da disciplina fiscal.

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