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05/05/2010 - 15h15

Ataque deixa 1 morto e 5 feridos em hospital infantil na Somália

Mogadíscio, 5 mai (EFE).- Pelo menos uma pessoa morreu e outras cinco ficaram feridas em um ataque realizado hoje pelo grupo extremista muçulmano "Hezb al-Islã" contra o hospital materno-infantil da localidade somali de Elasha Biyaha, o maior acampamento para refugiados internos do país.

Após o ataque, os milicianos do "Hezb al-Islã" - um dos grupos muçulmanos que tratam de derrubar o Governo de Transição da Somália - se apoderaram do hospital e do acampamento de refugiados contíguo.

O ataque aconteceu depois que um dos comandantes do grupo foi assassinado por desconhecidos, disse a diretora do hospital materno-infantil, Hawa Abdi Dhiblawe à Agência Efe.

"Durante a manhã alguns milicianos chegaram ao hospital e ordenaram a nossos guardas de segurança que entregassem suas armas e eles se negaram", explicou Dhiblawe, uma ginecologista que estabeleceu o hospital para cuidar de mulheres e crianças do setor da população mais vulnerável no atual conflito somali.

Segundo a médica, "poucas horas depois, os insurgentes atacaram o hospital disparando de várias direções e todos os pacientes se refugiaram sob as camas pedindo ajuda".

Por sua vez, o líder dos guerrilheiros que ocuparam o hospital, que se identificou como Sheikh Mohammed, disse à Agência Efe que seus soldados efetuaram o ataque pois suspeitam que alguns dos guardas do centro de saúde assassinaram um de seus comandantes.

"Alguns dos guardas do hospital de Hawa Abdi assassinaram nosso comandante de segurança, Abdiwahid Hassan Hussein. Pedimos que entregassem os responsáveis, mas eles se negaram. Por conseguinte detivemos os cinco e os levaremos perante uma corte muçulmana, que emitirá seu veredicto", disse Mohammed.

A Somália vive um enfrentamento entre o Governo Federal de Transição, apoiado pelas Nações Unidas, Estados Unidos e a União Europeia, e diferentes milícias muçulmanas rebeldes, entre as que se destacam a Hezb al-Islã e a Al Shabab, que controlam grande parte do país e querem impor uma versão dura da lei islâmica.

Ontem insurgentes do Al Shabab assassinaram o jornalista veterano Sheikh Nour Mohammed Abkey da emissora oficial "Rádio Mogadíscio", sequestrado nas primeiras horas do dia e acusado de ser "um alto funcionário do Governo que realizava propaganda".

Só algumas ONGs e instituições médicas como as estabelecidas pela doutora Dhiblawe atendem as necessidades dos mais de 3,5 milhões de somalis desde que os insurgentes obrigaram às agências humanitárias internacionais a retirarem seus voluntários da Somália.

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