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05/05/2010 - 10h36

Confronto em ataque a banco registra 3 mortos na Grécia

Atenas, 5 mai (EFE).- Três pessoas morreram hoje em Atenas no incêndio de uma agência bancária que foi atacada com artefatos incendiários por manifestantes que participam dos protestos convocados contra a política de austeridade do Governo, informou à Agência Efe a Polícia grega.

O incêndio reteve um grupo de 24 pessoas em uma agência do Banco Marfin, no centro da capital grega.

Conforme a Polícia, os bombeiros entraram no prédio para socorrer as pessoas e acredita-se que o incêndio tenha sido provocado por um coquetel molotov.

Segundo os bombeiros, as vítimas são duas mulheres e um homem, que morreram asfixiados dentro da agência bancária.

Outras quatro pessoas foram resgatadas pelos bombeiros, após se abrigarem no andar acima do térreo. Essas pessoas que escaparam do incêndio poderiam ser funcionários do banco, o que não foi confirmado pela Polícia.

O centro de Atenas é palco de violentos confrontos entre as forças da ordem pública e manifestantes que protestam contra a medida do Governo para reduzir os gastos públicos e evitar a bancarrota do país.

As tropas de choque responderam com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral aos ataques com pedras e garrafas de grupos de encapuzados.

Embora a greve geral afete também a imprensa, a emissora local "Ski" mostrou imagens da fachada da filial bancária, que ficou enegrecida pelo incêndio.

O fogo também atingiu um escritório da Receita no centro histórico da capital, vários veículos, contêineres de lixo e outros prédios públicos. Por isso, as ruas principais ficaram envolvidas em fumaça de fogo misturada com a de bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Polícia contra os manifestantes.

Por volta do meio-dia, cerca de 100 mil pessoas, segundo fontes sindicais, e 25 mil, segundo um porta-voz da Polícia, manifestaram na Praça de Sintagma, onde está o Parlamento grego, com cartazes que exibiam lemas contra os organismos internacionais que concederam ajuda financeira à Grécia.

A greve geral de hoje, convocada pelos sindicatos e a quarta neste ano, paralisou totalmente o tráfego aéreo, marítimo e ferroviário, mas muitas lojas do centro da capital permaneceram abertas.

Funcionários do setor privado também participaram dos protestos, considerados os maiores nos últimos meses, gritando palavras hostis contra a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esses dois organismos concederam à Grécia empréstimos de 110 bilhões de euros para que o país consiga pagar sua elevada dívida. Mas, em troca, a UE e o FMI exigem a aplicação de severas medidas de austeridade, como a redução dos salários dos funcionários, aumento dos impostos e flexibilização da legislação trabalhista, além de demissões.

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