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05/05/2010 - 15h39

EUA avaliam brecha legal que permite a terroristas comprar armas

Washington, 5 mai (EFE).- O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, pediu hoje no Senado a aprovação de uma lei para fechar a lacuna legal que permite a suspeitos de terrorismo comprar armas nos Estados Unidos.

Bloomberg compareceu hoje perante a Comissão de Segurança Nacional e Assuntos Governamentais do Senado. A audiência foi convocada após a tentativa de atentado com carro-bomba na Times Square, no fim de semana passado.

Segundo o relatório do Escritório de Supervisão do Governo (GAO), citado pelo prefeito, entre 2004 e 2010 pessoas incluídas nas listas de suspeitos de terrorismo tentaram comprar armas e explosivos legalmente em estabelecimentos dos EUA 1.119 vezes.

Também falaram o chefe da Polícia de Nova York, Raymond Kelly, e o deputado republicano Peter King, que introduziu em 29 de abril uma proposta de lei para tentar evitar a venda de armas e explosivos a suspeitos de terrorismo.

"A legislação fecha o vazio legal que permite aos incluídos na lista de suspeitos de atividades terroristas comprar armas no país", assinalou King.

Nos EUA, uma pessoa que queira comprar uma arma tem que passar por um sistema nacional de controle de antecedentes criminais e, se descumprir alguns dos requisitos, tem a possibilidade vetada.

No entanto, com a atual legislação, como conta King, o fato de uma pessoa ser qualificada de terrorista ou de suspeita de terrorismo não é critério para desqualificá-la para a compra de armas ou explosivos.

"É hora de fechar essa brecha em nossas leis de armas", disse Bloomberg, para quem o FBI (polícia federal) e os agentes de segurança teriam que ter a autoridade para bloquear a venda de armas aos integrantes dessas listas.

Nova York sofreu no fim de semana passado uma nova tentativa de atentado quando Faizal Shahzad colocou um carro-bomba na Times Square.

"Na cidade de Nova York, estamos fazendo tudo que for humanamente possível para prevenir outro ataque", assinalou o prefeito, que lembrou que, desde 1990, a cidade foi alvo de 20 conspirações terroristas.

Por isso, urgiu ao Congresso que conceda os fundos necessários aos programas do Departamento de Segurança Nacional para dar segurança às cidades, ajudando-as na luta contra os terroristas.

Em 2007, durante o Governo George W. Bush, o senador Frank Lautenberg introduziu uma versão prévia que foi criticada pelos defensores da Segunda Emenda, que prevê o direito constitucional a possuir armas de fogo.

Bloomberg explicou que a iniciativa de lei para impedir a compra de armas a terroristas não afeta a Segunda Emenda. "Nossos pais fundadores não a escreveram para dar poder a gente que quer aterrorizar um Estado livre, mas para proteger o povo", afirmou.

"Atualmente, a segurança de nosso Estado livre está sendo posta a toda prova por terroristas", acrescentou o prefeito, que pediu aos senadores que ajam para fortalecer a lei incluindo o fechamento dessa brecha legal.

Na mesma linha se manifestou Kelly, que assinalou que nos últimos anos foram reforçadas as medidas de segurança na cidade e até se realizaram operações encobertas para demonstrar a "facilidade" com que terroristas podem comprar componentes explosivos no país.

Kelly, que ressaltou a cooperação entre os diferentes corpos de segurança, especialmente com o FBI e o Departamento de Segurança Nacional, indicou que desde 2002 o crime convencional caiu 40%, mas "ainda há muitas armas disponíveis para os criminosos".

"Espero que o Congresso aprove esta lei sem atraso", enfatizou.

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