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05/05/2010 - 03h17

Manifestantes aguardam ordem para deixar ruas do centro de Bangcoc

Bangcoc, 5 mai (EFE).- Milhares de manifestantes do grupo dos "camisas vermelhas" continuam hoje acampados no centro de Bangcoc esperando que seus líderes ordenem a saída, após a aceitação do plano de reconciliação do primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva.

"Estamos esperando o anúncio da dissolução do Parlamento e em breve poderemos ir para casa", disse Veera Musikapong, um dos dirigentes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, que coordena os protestos.

Na véspera, os cabeças dos protestos aceitaram a oferta do Governo de realizar eleições no próximo dia 14 de novembro, mas advertiram as manifestações vão continuar até que seja fixada uma data para a dissolução do Legislativo.

Os manifestantes, que antes exigiam a dissolução parlamentar no prazo de um mês, aceitaram o plano de Vejjajiva para "evitar mais derramamento de sangue", segundo Musikapong.

Durante os protestos, morreram 27 pessoas - entre elas um cinegrafista japonês da agência de notícias Reuters - e cerca de mil ficaram feridas.

As ruas de Bangcoc vivem uma mistura de calma e alívio. A cidade comemora nesta quarta-feira o 60º aniversário da coroação oficial de Bhumibol Adulyadej, o octogenário monarca venerado quase como uma divindade por grande parte dos tailandeses.

No entanto, barreiras de pneus e cercas de bambu bloqueiam as entradas ao distrito comercial de Bangcoc, uma área de cerca de três quilômetros quadrados ocupada há um mês pelos "camisas vermelhas".

As manifestações causaram perdas milionárias aos escritórios, lojas de luxo e restaurantes que fecharam suas portas quando os manifestantes instalaram seu acampamento e um palco com grandes alto-falantes.

Os protestos começaram no último dia 14 de março uma manifestação de 100 mil pessoas e a ocupação de um cruzamento perto do antigo Palácio Real. Quase um mês depois, se concentraram no coração comercial da capital.

O Governo aprovou ontem uma minuta para modificar a regulação do direito de assembleia na Tailândia, onde os manifestantes podem ocupar vias públicas por tempo ilimitado.

Segundo a proposta, os organizadores deverão pedir autorização com 72 horas de antecedência, e será proibido o bloqueio de instalações públicas.

O acordo entre o primeiro-ministro e os manifestantes resolve a paralisação do centro de Bangcoc, mas não a profunda crise política da Tailândia.

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