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05/05/2010 - 20h39

Obama quer começar trabalhos para reforma migratória ainda em 2010

Washington, 5 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que quer "começar neste ano" os trabalhos para uma exaustiva reforma migratória.

Em declarações concedidas durante a festa do Cinco de Maio, quando o México lembra a vitória contra os franceses na batalha de Puebla em 1862 - e mais comemorada pelos mexicanos nos EUA que em seu próprio país -, Obama reconheceu que "vai ser difícil" e requer o apoio de democratas e republicanos, mas ressaltou que "é necessário fazê-lo".

"Quero começar os trabalhos neste ano e quero que democratas e republicanos colaborem comigo. Temos que ser fiéis ao que somos como americanos, um Estado de Direito e um país de imigrantes", afirmou o presidente americano.

Obama expressou seu apoio à proposta apresentada pelos democratas no Senado na semana passada, que prevê o reforço da segurança na fronteira e impõe multas a empresários que contratem trabalhadores ilegais, mas abre um caminho para a legalização dos imigrantes ilegais que já estejam nos EUA.

Após criticar novamente a lei recentemente aprovada no Arizona que criminaliza o status de imigrante ilegal, Obama ressaltou que "o caminho para solucionar nosso fracassado sistema de imigração é fazer uma reforma migratória exaustiva e com bom senso".

O presidente dos EUA disse que os americanos têm razão de se sentirem frustrados com o atual sistema, especialmente os residentes nos estados fronteiriços, onde o fluxo da imigração ilegal é mais evidente.

Porém, Obama argumentou que "não podemos começar a abordar as pessoas por sua aparência, nem transformar cidadãos que respeitam a lei ou imigrantes que cumpriram as regras com todo rigor, em alvo de suspeita e abuso", acrescentou, em uma nova referência à "preocupante" lei do Arizona.

O presidente americano lembrou que deu instruções a seu Governo para que supervisione a lei e examine suas implicações nos direitos civis, entre outros aspectos.

Para Obama, a lei do Arizona evidencia "por que temos que fechar as portas para este tipo de medida mal concebida e cumprir nossas obrigações em Washington" para reformar o sistema atual.

Na semana passada, Obama causou controvérsia ao comentar que o Congresso poderia "não ter apetite" para aprovar uma reforma migratória em um ano de eleições legislativas.

O presidente falou da reforma migratória durante o ato festivo no qual se reuniram na Casa Branca algumas das personalidades de origem latina mais relevantes dos EUA.

Além da secretária de Trabalho americana, Hilda Solís, estavam lá o senador Robert Menéndez, de Nova Jersey, e o congressista Xavier Becerra, da Califórnia, além de líderes de diversas organizações hispânicas e o embaixador do México em Washington, Arturo Sarukhán.

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