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06/05/2010 - 05h56

China só deve falar sobre visita de Kim Jong-il quando ele deixar o país

Pequim, 6 mai (EFE).- O Governo chinês manteve nesta quinta-feira o silêncio sobre a visita do líder máximo norte-coreano, Kim Jong-il, mas deu a entender que informará detalhes sobre a viagem quando ela terminar, enquanto fontes sul-coreanas assinalaram que Kim tem encontro com o presidente Hu Jintao na agenda de quinta.

"De acordo com práticas prévias, se o supremo líder da República Democrática Popular da Coreia nos visita, a informação será enviada quando for pertinente", destacou a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Jiang Yu, em entrevista coletiva.

Jiang deu a entender com sua resposta que a China fará nesta visita o que fez nas anteriores, ou seja, confirmar que ela aconteceu apenas quando terminar.

A porta-voz assegurou, além disso, que o Ministério de Assuntos Exteriores chinês não é a autoridade competente no caso de uma visita de Kim, mas o Comitê Central do Partido Comunista da China, uma instituição ainda mais fechada e que não menciona publicamente a maioria de seus contatos exteriores.

Apesar de Jiang se negar a confirmar a misteriosa viagem de Kim Jong-il, ela defendeu o Governo chinês das críticas recebidas especialmente na imprensa da Coreia do Sul, que mostrou mal-estar pelo fato de os líderes chineses receberem o "supremo líder" em meio à crise causada pelo naufrágio de uma embarcação sul-coreana na fronteira marítima entre as duas Coreias.

Sobre o tema, a porta-voz assegurou que "receber visitas de líderes está dentro dos princípios de soberania da China", e assegurou que Pequim não recebeu nenhuma queixa do Governo sul-coreano, por isso considerou que as críticas são "especulações da imprensa".

Apesar das dificuldades para buscar informações em Pequim, a imprensa sul-coreana continua dando detalhes sobre a agenda de Kim, assegurando que ele participou na quarta-feira de um jantar de recepção oferecido pelo presidente Hu Jintao, e que quinta-feira manterá reuniões oficiais com ele, assim como com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, e com o vice-presidente Xi Jinping.

Kim já visitou a China, sempre mantendo segredo, em 2000, 2001, 2004 e 2006. Todas as viagens foram feitas de trem, já que o líder norte-coreano não gosta de aviões.

Na visita anterior, há quatro anos, ele foi a algumas das principais cidades industriais do sudeste chinês. Foi a última vez que houve notícias sobre viagens de Kim ao exterior da isolada Coreia do Norte.

Os analistas interpretam a atual viagem como um passo prévio ao reatamento das conversas de seis lados para a desnuclearização norte-coreana, bloqueadas desde o final de 2008.

As reuniões, mantidas desde 2003 entre China, as duas Coreias, Japão, Rússia e Estados Unidos, foram suspensas por causa das sanções das Nações Unidas contra Pyongyang, depois que os norte-coreanos realizaram seus primeiros testes de armamento nuclear e vários lançamentos de mísseis de longo alcance.

A respeito dessas conversas, a porta-voz chinesa afirmou que Pequim considera que "são a melhor forma para conseguir a desnuclearização da península Coreana e a paz e a tranquilidade no nordeste da Ásia".

"Desejamos seguir em contato com as partes relevantes e fazer esforços incansáveis para que as negociações voltem a acontecer", acrescentou.

A China é o principal país aliado do regime norte-coreano e seu principal fornecedor de ajuda econômica e humanitária.

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