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06/05/2010 - 13h03

Honduras anuncia que Lobo só assistirá à reunião UE-América Central

Tegucigalpa, 6 mai (EFE).- O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, só assistirá à reunião entre a União Europeia e a América Central que será realizada na Cúpula entre a UE e América Latina em Madri, anunciou hoje o chanceler hondurenho, Mario Canahuati.

"Honduras vai à Espanha, vamos assistir à reunião da América Central com a UE", expressou Canahuati ao descartar a presença de Lobo no encontro com os governantes de todos os países da América Latina e do Caribe com os da UE.

Lembrou que "a cúpula tem dois períodos, a etapa da relação com todos os países da América e depois tem uma etapa com os países da América Central", na qual participará Lobo, pois sua participação na primeira é o que gerou "uma oposição" de vários países sul-americanos que não reconhecem a seu Governo.

"O que nós não queremos é ser parte de qualquer tipo de problema à Espanha, que é a anfitriã", indicou o chanceler à rádio "HRN" de Tegucigalpa, em referência à ameaça de boicote à cúpula de parte de vários países sul-americanos que não reconhecem ao Governo de Lobo.

Canahuati ressaltou que "o presidente não está em nenhuma posição de poder afetar uma cúpula que foi programada e que foi organizada pela Espanha, que mostrou uma amizade com Honduras na parte política e na parte econômica".

Acrescentou que, além de participar do encontro UE-América Central, Lobo se reunirá com o Rei Juan Carlos e com o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, para abordar assuntos de cooperação e promoção de investimentos, entre outros.

Lobo, segundo o chanceler, decidiu assistir só à reunião UE-América Central "particularmente pela reação da Espanha de contribuir e colaborar" com seu Governo, disse.

Assim, Lobo dará prioridade à agenda "que no final tem a ver com assuntos particulares da América Central", como o Acordo de Associação com a UE, que está em seus últimos períodos de negociação e poderia assinar-se durante a Cúpula de Madri, especificou.

Diante da oposição de países como o Brasil, Equador, Bolívia e Venezuela a que acuda à Cúpula UE-América Latina, Lobo disse ontem à noite que se ele representa um problema, não assistiria ao encontro.

Vários países não reconhecem ainda ao Governo de Lobo por considerar que surgiu de umas eleições realizadas no marco de ruptura constitucional pelo golpe de Estado dado a Manuel Zelaya em junho de 2009.

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