UOL Notícias Notícias
 

06/05/2010 - 16h48

Mais de 60 opositores estão em greve fome contra a Corte Eleitoral na Bolívia

La Paz, 6 mai (EFE).- Pelo menos 60 opositores bolivianos, entre eles dois deputados, mantêm hoje uma greve de fome contra a Corte Nacional Eleitoral (CNE), acusada de ter favorecido o partida do presidente Evo Morales na distribuição de cadeiras nas assembléias departamentais.

Em La Paz, mais de 30 pessoas protestam em piquetes instalados na Defensoria Pública, Câmara dos Deputados, pátio da Assembleia Permanente de Direitos Humanos da Bolívia (APDHB) e em sedes de partidos políticos.

O deputado do partido opositor União Nacional (UN), Jaime Navarro, confirmou hoje à Agência Efe que mantém a greve de fome iniciada na noite desta terça-feira no Parlamento, o que obrigou o órgão a suspender hoje a sessão de tomada de juramento do novo Defensor público.

Ele também denunciou que funcionários da APDHB "maltrataram e desalojaram" de seus escritórios 12 mulheres da UN que tentaram iniciar uma greve de fome na terça-feira. Depois elas se instalaram no pátio dessa organização.

A entidade negou as acusações e rebateu, denunciando que a UN tentou tomar seus escritórios de forma "violenta".

O ex-candidato ao governo de La Paz pela UN, Carlos Hugo Laruta, que liderava o protesto na Defensoria, abandonou a greve na quarta-feira por problemas de saúde após passar nove dias sem comer.

Militantes da aliança opositora Plano Progresso Bolívia Convergência Nacional (PPB-CN) também estão em greve em La Paz, mais uma dúzia de pessoas fazem protestos na região central de Cochabamba e 15 na cidade sulina de Sucre.

As forças opositoras acusam o presidente da CNE, Antonio Costas, de ter assinado resoluções sobre a repartição de cadeiras nas assembléias regionais que favoreceram o partido de Morales, o Movimento Ao Socialismo (MAS), após as eleições regionais realizadas no dia 4 de abril.

Costas rejeitou os pedidos de demissão e defendeu a fórmula de repartição de cadeiras com o argumento de que ela foi aprovada nas leis de fevereiro e não foi fruto de resoluções posteriores ao pleito, como acusa a oposição.

Os governadores e participantes da assembleia dos nove departamentos escolhidos nas eleições de 4 de abril devem receber amanhã suas credenciais de novas autoridades.

No entanto, os opositores tentam frear a cerimônia mediante recursos legais e impugnações, a fim de que a repartição de cadeiras não "seja consumada".

A deputada Norma Piérola, do PPB-CN, explicou à Efe que uma impugnação ao cômputo oficial foi entregue esta semana a CNE e também foram iniciadas ações de amparo constitucional perante as Cortes de Justiça de La Paz, Cochabamba e Chuquisaca.

"Dentro dessas ações de amparo, se solicitou que como medida preventiva que a entrega das credenciais seja suspensa", assinalou.

Além disso, a força opositora Aliança Por Chuquisaca apresentou um recurso perante o Tribunal Constitucional para conseguir a revisão da atribuição de cadeiras.

Os resultados finais do pleito de abril ratificaram o MAS como o partido ganhador em seis dos nove departamentos da Bolívia: La Paz, Chuquisaca, Cochabamba, Oruro, Potosí e Pando, enquanto as outras três foram para as forças opositoras.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h16

    -0,05
    3,173
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h23

    1,12
    65.403,25
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host