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06/05/2010 - 10h32

Primeiro-ministro tailandês deve dissolver Parlamento em setembro

Bangcoc, 6 mai (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, afirmou hoje que o Parlamento será dissolvido em setembro para realizar eleições em novembro se os "camisas vermelhas" colocarem fim à ocupação do centro financeiro e comercial de Bangcoc.

Os líderes da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura, protagonista das manifestações, tinham afirmado nesta quarta -feira que assim que soubessem a data em que o Legislativo seria dissolvido pediriam a seus seguidores que voltassem a seus lares.

"Se eles não forem para casa, eu não vou dissolver o Parlamento. Repito, não estou negociando com ninguém", afirmou o chefe do Governo tailandês.

Vejjajiva respondeu afirmativamente quando questionado se a presente legislatura seria encerrada entre os dias 15 e 30 de setembro, cumprindo assim com os 45 dias de prazo mínimo previsto pela Constituição caso o Governo queira realizar o pleito no dia 14 de novembro, como anunciado nesta terça-feira.

Embora os "camisas vermelhas" tenham aceitado o plano de reconciliação do Governo, desconfiam das autoridades.

"O plano de reconciliação é muito impreciso e as promessas de Vejjajiva são escorregadias. Temos que saber onde nós estamos nos metendo antes de cantar vitória", afirmou Weng Torirakarn, um dos líderes da Frente Unida.

A Polícia confirmou hoje que apresentará acusações por supostos atos de terrorismo contra nove dirigentes dos "camisas vermelhas", sobre os quais já pesam ordens de prisão por violar o estado de exceção em Bangcoc, declarado no dia 7 de abril.

Nas últimas semanas dezenas de dirigentes da Frente Unida foram acusados pelos advogados do Governo de serem os responsáveis pelos violentos enfrentamentos entre a Polícia e os manifestantes no dia 10 de abril nos quais 25 pessoas morreram e cerca de 900 ficaram feridas.

Outro incidente ocorrido depois deixou mais dois mortos e uma centena de feridos.

A maior parte dos "camisas vermelhas" provêm das zonas rurais do norte e noroeste do país. Com a maior densidade demográfica do país as regiões são redutos dos testas-de-ferro do multimilionário Shinawatra, que foi condenado a revelia a dois anos de prisão por corrupção.

Os manifestantes consideram o atual Governo, que tem o apoio da elite monárquica e do Exército, ilegítimo por ter chegado ao poder mediante pactos parlamentares em vez das urnas.

A profunda crise política na Tailândia remonta ao golpe de Estado de 2006 quando os militares depuseram Shinawatra, que liderava o país como se fosse uma das empresas de seu império de telecomunicações há cinco anos.

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