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06/05/2010 - 14h05

Romênia corta aposentadorias e salários para evitar quebra

Bucareste, 6 mai (EFE).- O presidente da Romênia, Traian Basescu, anunciou hoje cortes, a partir de junho, de 15% nas pensões e de 25% nos salários de funcionários públicos para evitar a quebra do país.

Os cortes estão dentro das propostas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que o déficit público da Romênia não supere este ano 5,9% do Produto Interno Bruto (PIB), como tinha sido pactuado entre as duas partes.

A situação financeira da Romênia - na União Europeia desde 2007 - é muito delicada. Por isso, o país se viu obrigado em maio do ano passado a aceitar um crédito de emergência de 20 bilhões de euros do FMI e da UE para evitar um colapso econômico.

Basescu justificou hoje os cortes dizendo que a alternativa teria sido aumentar todos os impostos em 5%.

Uma missão de especialistas do FMI está na Romênia esta semana para avaliar o cumprimento das reformas estipuladas em maio passado.

A redução dos salários públicos e das aposentadorias promete ser especialmente dolorosa para um país que, ao lado da Bulgária, é o mais pobre da UE.

Os funcionários públicos romenos ganham em média 500 euros por mês, enquanto os aposentados costumam receber apenas 160 euros mensais.

Além desses cortes, a Romênia deverá reduzir seu setor público em 4%, com o que até 60 mil funcionários devem ser demitidos, como noticiou esta semana a imprensa local.

A taxa de desemprego no país atualmente está em 8%, mas, segundo analistas, deve aumentar de forma forte em breve.

O anúncio do presidente romeno coincide hoje com a aprovação do pacote de austeridade na Grécia, o país mais afetado da Europa pela crise financeira e econômica mundial.

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