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06/05/2010 - 07h33

Terrorista do ataque a Mumbai é condenado à pena de morte

Nova Délhi, 6 mai (EFE).- Um tribunal especial de Mumbai sentenciou hoje à pena de morte o paquistanês Mohammed Ajmal Amir, conhecido como Kasab, por sua participação no ataque terrorista à capital financeira da Índia de novembro de 2008.

No último dia 3, Kasab tinha sido declarado culpado de 80 acusações, entre estas as de assassinato, conspiração criminosa, comissão de ato terrorista e guerra contra a Índia.

Por estas quatro acusações, o paquistanês foi sentenciado hoje à forca pelo juiz especial M.L. Tahilyani, quem considerou que esta sentença era inevitável levando em conta os muitos agravantes que concorriam em seus crimes, explicou às portas do tribunal o promotor do caso, Ujjwal Nikam.

Ao todo, 166 pessoas morreram nos três dias de ataque comandado por dez terroristas à cidade portuária de Mumbai, entre os dias 26 e 29 de novembro de 2008.

Kasab, que foi detido no dia iniciaram os ataques, foi condenado também hoje a cinco penas de prisão perpétua por outros tantas acusações, entre estas as de tentativa de assassinato, sequestro e a utilização de explosivos.

Segundo o relato de um jornalista da rede "NDTV", o condenado começou a chorar ao saber sua pena, uma atitude que contrastou com a indiferença com a qual escutou a condenação no último dia 3 e durante todo o processo.

O juiz destacou a "depravação excepcional" demonstrada por Kasab, quem disparou indiscriminadamente contra suas vítimas, incluindo crianças e mulheres, por isso que considerou que a pena de morte está adequada aos crimes cometidos.

A "brutalidade" do ataque "não se pode expressar com palavras", acrescentou segundo "NDTV" o magistrado, para quem Kasab perdeu todo direito a qualquer "tratamento humanitário" ou "benevolência" por parte da Justiça indiana.

O promotor saiu da corte fazendo o sinal da vitória.

Nikam se declarou "satisfeito" com a sentença que, acrescentou, ajudará a mitigar a dor das vítimas do atentado, conforme declarações retransmitidas ao vivo pela "NDTV".

O tribunal considerou provado que o ataque a Mumbai foi planejado e executado por membros do grupo separatista caxemiriano com base no Paquistão Lashkar-e-Toiba (LeT).

O juiz rejeitou a argumentação da defesa de Kasab no sentido de que o terrorista tinha sido doutrinado religiosamente, e opinou que ele se uniu ao LeT voluntariamente.

Em uma primeira reação do Governo, o ministro de Exteriores, S.M. Krishna, disse que a sentença é a "mais apropriada" ao caso.

Krishna considerou que à luz desta sentença e das investigações que seguem em andamento sobre o caso, Paquistão deveria responder ao pedido indiano de extradição dos "conspiradores" do atentado.

Junto ao julgamento na Índia, que resultou na condenação de Kasab e a absolvição de dois indianos acusados de dar apoio logístico ao comando, sete pessoas foram processadas no Paquistão em novembro do ano passado, entre elas o comandante do LeT e suposto mentor do ataque, Zakiur Rehman Lakhvi.

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