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10/05/2010 - 12h36

Benigno Aquino desponta como novo presidente das Filipinas

Eric San Juan.

Manila, 10 mai (EFE).- Em eleições presidenciais marcadas pela violência e por falhas técnicas, Benigno Aquino desponta como o vencedor hoje nas Filipinas, de acordo com os primeiros dados da apuração divulgados pela Comissão Eleitoral (Comelec).

O herdeiro da dinastia dos Aquino lidera a corrida pela chefia de Estado com 3,6 milhões de votos, seguido do presidente deposto Joseph Estrada, que tem 2.345.549, e do senador Manny Villar, com 1.397 968. As eleições têm 25% das urnas apuradas.

O líder na apuração é filho de Benigno Aquino, mártir da democracia assassinado em 1983, e de Corazón Cojuangco, a primeira presidente após a ditadura de Ferdinand Marcos. Com o lema "sem corrupção não há pobreza", ele despertou uma inesperada paixão entre milhões de eleitores.

Os fatos mais violentos da jornada eleitoral aconteceram na ilha de Mindanao, no sul do país, onde duas pessoas morreram num tiroteio entre partidários de dois candidatos rivais.

Em outro tiroteio, também em Mindanao, três aliados de um candidato a prefeito morreram e dez ficaram feridos.

As outras vítimas estavam na província de Cotabato do Norte, onde houve um morto e um ferido, na província de Lanao do Sul, na qual uma pessoa morreu, e na ilha de Palawan, que teve um morto e vários feridos.

As medidas especiais tomadas pela Comelec, que colocou sete zonas de conflito sob seu controle direto, se revelaram insuficientes para conter a violência, crescente em muitas partes do arquipélago, onde estão misturadas guerrilhas islâmicas, comunistas e dos Exércitos particulares de líderes locais.

Além da habitual violência, houve os problemas técnicos derivados do novo sistema eletrônico, que obrigaram a Comelec a ampliar o horário da votação em uma hora.

As falhas técnicas e a escassez de máquinas obrigaram alguns eleitores a esperar mais de seis horas para votar. Outros se queixaram de que seus nomes não estavam inscritos no censo.

O próprio senador Aquino teve que esperar mais de quatro horas para votar em seu distrito, na província de Tarlac, ao norte de Manila.

Muitos eleitores optaram por preencher as cédulas e dá-las a funcionários da Comelec para que as colocassem na máquina.

Os maiores contratempos foram em 11 cidades do sul do país, onde a Comelec estuda suspender as eleições e voltar a realizá-las em outra data.

A Comelec insiste que se trata de fatos isolados e assegurou que o sistema funciona corretamente em quase todo o arquipélago. A Smartmatic, empresa que fabrica as urnas eletrônicas, indicou que 328 dos mais de 76 mil aparelhos tiveram problema e que a maioria foi substituída.

Apesar dos obstáculos, a Comelec afirma que hoje divulgará um resultado provisório em seu site com 70% dos votos apurados e espera ter os dados definitivos em até 48 horas.

Todos os candidatos reiteraram durante a campanha que é preciso solucionar a pobreza e a corrupção, num país em que 44% da população vivem com menos de US$ 2 por dia.

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