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11/05/2010 - 11h24

Aquino combaterá pobreza e corrupção como novo presidente das Filipinas

Eric San Juan.

Manila, 11 mai (EFE).- O senador Benigno Aquino, herdeiro de uma influente dinastia, será o novo presidente das Filipinas após uma vitória eleitoral que abre caminho para cumprir a promessa de aliviar a pobreza e enfrentar à corrupção.

Com a apuração de mais de 78%, Aquino abocanha 40% dos votos, deixando para trás o segundo colocado, o ex-presidente Joseph Estrada, que recebeu 25% dos votos.

O filho de Benigno Aquino, mártir da democracia assassinado em 1983, e da falecida Corazón Cojuangco, a primeira presidente após a ditadura de Ferdinand Marcos, insistiu em seu primeiro discurso que dará prioridade ao combate à corrupção, uma mensagem que repetiu durante a campanha.

"Não só não roubarei, mas deterei que o faça", afirmou hoje em entrevista coletiva na localidade de Tarlac, ao norte de Manila, onde é co-proprietário por parte de sua família materna, os Cojuangco, da extensa fazenda La Luisita.

A consistência dos primeiros números levou um dos principais candidatos, o senador Manny Villar, em terceiro lugar na apuração, a reconhecer a vitória de seu oponente e inclusive oferecer sua colaboração. Estrada, no entanto, ainda não se pronunciou.

Apesar dos erros judiciais técnicos em 400 das 76 mil máquinas automáticas e da habitual violência, que deixou nove mortos durante o dia de votação, a Comissão Eleitoral ofereceu os primeiros resultados duas horas depois do fechamento dos colégios.

"As máquinas funcionaram melhor do que o esperado, diria que foi um sucesso", declarou o presidente da Comissão Eleitoral, José Melo.

Aquino enfrentará os mesmos desafios que seus antecessores, garantir o crescimento econômico, aliviar a pobreza e combater a corrupção, além de tentar acabar com a rebelião comunista e a luta do separatismo islâmico.

Durante os nove anos de mandato da atual presidente, Gloria Macapagal Arroyo, os índices de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se mantiveram em um nível parecido com o dos vizinhos asiáticos, com uma média de 5% anual, até explodir a crise financeira global em 2008, mas insuficiente para aliviar o aumento da pobreza.

Com 44% da população vivendo abaixo da linha pobreza, com menos de US$ 2 por dia, a economia subsiste graças às remessas de dinheiro que enviam ao país os cerca de 11 milhões de filipinos que trabalham no exterior, o que representa quase 15% do Produto Interno Bruto (PIB).

Apesar de não ter assumido sua vitória diante da imprensa, o líder do Partido Liberal reconheceu que já trabalha para formar uma equipe de Governo para seus seis anos de mandato, o único que concede a Constituição de 1987.

Um de seus rivais na eleição, Gilberto Teodoro, ex-secretário de Defesa com Arroyo, desponta como possível candidato a fazer parte do novo Executivo.

A formação do Governo será mais complicada do que se espera se for confirmado que Jejomar Binay, prefeito de um dos distritos mais prósperos de Manila, o de Makati, ganhou a Vice-Presidência.

Binay, que formou dupla com Estrada durante a campanha, tem segundo os números provisórios 800 mil votos a mais que Mar Roxas, o vice-presidente apoiado por Aquino.

A Comissão Eleitoral espera oferecer os resultados definitivos nas próximas 24 horas, um marco na história do país, onde a apuração costumava se prolongar por semanas em meio de múltiplas suspeitas de fraude.

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