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12/05/2010 - 18h03

Colômbia decide levar intervencionismo exterior à OEA

Washington, 12 mai (EFE).- O Governo de Álvaro Uribe decidiu transferir para o Conselho Permanente da OEA, que se reúne hoje, suas queixas sobre o intervencionismo de outros países em assuntos internos da Colômbia, disse o ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez.

"A intervenção (de outros países) pode ser verbal ou física, mas em qualquer caso é inaceitável", afirmou Bermúdez, que em nenhum momento mencionou a Venezuela ou seu governante, Hugo Chávez, que recentemente opinou sobre alguns dos candidatos às eleições presidenciais da Colômbia.

Nas últimas semanas, Chávez deu a entender que se o ex-ministro da Defesa da Colômbia Juan Manuel Santos ganhar as eleições presidenciais do dia 30 de maio, a Venezuela congelará o comércio com o país vizinho.

Indicou, além disso, que não receberia Santos na Venezuela.

Ontem mesmo, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, qualificou de "má prática" a atuação de Chávez.

"Não é uma boa prática ter governantes de um país mostrando suas opções ou suas opiniões sobre outros países", disse Insulza.

Hoje, Bermudez disse que para a Colômbia é uma "indignação" a intervenção de outros países. "Nós colombianos reagimos com indignação perante qualquer intervenção em nossos assuntos", insistiu.

O chanceler colombiano assegurou que o embaixador de seu país perante a OEA, Luis Alfonso Hoyos, ia colocar hoje mesmo esse tema perante o conselho permanente da OEA, que iniciou sua reunião do dia às 15h30 local (16h30, Brasília).

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