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12/05/2010 - 12h59

Empresas de vinho defendem negociações com Mercosul

Bruxelas, 12 mai (EFE).- O Comitê Europeu de Empresas do Vinho (CEEV) considera prioritário que a União Europeia (UE) e os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) restabeleçam as negociações para um acordo de associação que permita a abertura de mercados no bloco sul-americano.

Em entrevista à Agência Efe, o secretário-geral da CEEV, José Ramón Fernández, declarou hoje que os produtores devinho "apóiam totalmente" a retomada das conversas com Mercosul, estagnadas desde 2004.

Para as adegas europeias, o Brasil é um dos mercados emergentes mais interessantes do mundo, ao lado de Índia, China e Coreia do Sul.

A cúpula entre a União Europeia e os países da América Latina e do Caribe, que será realizada em Madri na segunda-feira e na terça-feira, tem entre seus assuntos principais o restabelecimento das negociações com Mercosul.

Segundo Fernández, para as empresas vinícolas, "é absolutamente prioritário que a UE lute (para impulsionar essas discussões) e permita um aumento e a consolidação de nossos vinhos nesses países".

O setor vitivinícola europeu tem "interesses claramente ofensivos" que UE e Mercosul alcancem um acordo para a abertura mútua de mercados, indicou Fernández.

A posição da CEEV a respeito do assunto contrasta com a de alguns países, como França e Irlanda, e com a de vários setores agrícolas que mantêm uma postura mais defensiva, pois veem no Mercosul uma ameaça aos produtores agrícolas e criadores de gado da Europa.

"Não somos uma gota de interesse ofensivo em um oceano de interesses defensivos. Somos muito mais, pois o vinho é um dos setores agrícolas que mais pesam na balança comercial em termo de negócios", disse Fernández, ao lembrar que a UE lidera as exportações e o consumo deste produto.

Além disso, Fernández ressaltou que atualmente os vinhos produzidos no Mercosul "já entram na UE sem barreira alguma". "Somos nós que temos obstáculos", acrescentou.

"Precisamos do apoio da UE para conquistar mercados e que nos leve em conta no momento de definir sua política comercial", encerrou Fernández.

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