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12/05/2010 - 00h57

Manifestantes desafiam Governo e tensão cresce na Tailândia

Bangcoc, 12 mai (EFE).- Milhares de manifestantes da frente antigovernamental desafiam nesta quarta-feira a nova advertência do Governo da Tailândia de recorrer ao uso das forças de segurança para despejá-los da zona central de Bangcoc, ocupada há mais de um mês.

A advertência feita na noite de terça-feira aos "camisas vermelhas" pelo primeiro-ministro, Abhisit Vajjajiva, que os orientou a se dispersarem ainda na quarta, aumentou a tensão na capital tailandesa.

Em resposta a esta nova ameaça, os "camisas vermelhas" reforçaram a segurança nas barricadas levantadas no perímetro da área de três quilômetros quadrados que ocupam.

Na terça-feira, a frente antigovernamental se distanciou de acertar com o Governo o final do protesto, apesar do pedido dos manifestantes, que exigiram que o vice-primeiro-ministro Suthep Thaugsuban comparecesse à Polícia para escutar acusações, ter sido atendido.

Os "camisas vermelhas" consideram o vice-primeiro-ministro como principal responsável pelos enfrentamentos travados em Bangcoc no último dia 10 de abril entre as forças de segurança e os manifestantes, e que deixaram 25 mortos e cerca de 80 feridos.

O aumento da tensão originada pelo distanciamento entre os "camisas vermelhas" e o Governo põe em risco a sobrevivência do plano de reconciliação, proposto pelo primeiro-ministro para resolver a profunda crise política.

O "mapa de caminho" para a reconciliação, que em princípio foi aceita pela Frente Unida para a Democracia e a Ditadura, grupo pelo qual militam os "camisas vermelhas", inclui a realização de eleições legislativas no próximo dia 14 de novembro.

Desde o início dos protestos, há dois meses, 29 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas em enfrentamentos entre manifestantes e membros das forças de segurança, na explosão de artefatos e em ataques.

A maior parte dos "camisas vermelhas" provêm das zonas rurais do norte e noroeste do país, as de maior densidade demográfica e redutos dos testas-de-ferro do primeiro-ministro deposto, o multimilionário Thaksin Shinawatra, que em 2008 foi condenado a dois anos de prisão por um delito de corrupção.

Os manifestantes consideram que o Governo integrado por uma coalizão de seis partidos e liderado pelos democratas, de Vejjajiva, respaldado pela elite monárquica e pelo Exército, é ilegítimo por ter chegado ao poder mediante pactos parlamentares em vez das urnas.

A crise política na Tailândia teve início no golpe de Estado de 2006 dos militares contra Shinawatra, o magnata que governava o país desde cinco anos antes, com o respaldo de uma maioria absoluta no Parlamento, que visitava em raras ocasiões.

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